BCE considerou que dez bancos importantes da zona euro tinham em 2025 provisões insuficientes

O Banco Central Europeu (BCE) considerou que dez bancos importantes da zona euro tinham em 2025 provisões insuficientes para cobrir os riscos de exposições a crédito malparado, menos oito bancos que na revisão supervisora de 2024.

©ecb.europa.eu

O BCE informou hoje que 14 bancos apresentavam alto risco de alavancagem excessiva, ou seja, endividamento excessivo para investir, mais um banco do que na revisão de 2024.

Por isso, o BCE vai exigir aos 14 bancos que aumentem o seu capital acima do requisito de rácio de alavancagem obrigatório mínimo de 3% que exige a todos os bancos.

Este requisito, que é específico para cada banco e indica o nível de capital que o BCE espera que o banco mantenha, é juridicamente vinculativo e, se o banco não o cumprir, o BCE pode sancioná-lo.

A entidade publicou os resultados do processo de revisão e avaliação supervisora de 2025 que realizou aos 105 bancos mais importantes da zona euro.

Os resultados mostram que os bancos da zona euro têm posições de capital e liquidez robustas, bem como uma forte rentabilidade, segundo o BCE.

O BCE mantém estáveis para 2026 as exigências de capital de nível 1 ordinário (CET1) em 11,2%, que é o capital de máxima qualidade e inclui ações, lucros não distribuídos e outras reservas.

Os bancos devem manter capital suficiente para cobrir perdas imprevistas decorrentes dos riscos que têm nas suas carteiras.

Da mesma forma, o BCE publicou as prioridades de supervisão entre 2026 e 2028, que se concentrarão nos riscos geopolíticos para os bancos, como o impacto da guerra comercial dos Estados Unidos na banca europeia.

“Os bancos europeus continuam a operar num ambiente desafiante caracterizado pelo aumento dos riscos geopolíticos, bem como pela mudança dos modelos de concorrência”, considera o BCE.

A digitalização e o aumento dos serviços financeiros através de entidades que não são bancos aumentam a competitividade.

A primeira prioridade que o BCE exige dos bancos é que permaneçam resilientes aos riscos geopolíticos e às incertezas macrofinanceiras, com padrões de crédito saudáveis, capital suficiente e uma gestão adequada dos riscos climáticos.

A segunda é que os bancos façam uma boa gestão dos riscos operacionais para remediar as deficiências.

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