Militante do PS do Barreiro com lugar na comissão política tem ligação a grupo 1143

Uma militante do PS do Barreiro, com assento na comissão política local e influência na definição das listas autárquicas, é apontada como ligada ao grupo 1143. Fontes socialistas confirmam a informação, mas a estrutura local mantém-se em silêncio e não retirou a confiança política.

Após denúncias tornadas públicas nas últimas semanas, fontes internas do Partido Socialista confirmaram ao Diário do Distrito que Vanda Rute Silva Loureiro, militante do PS no Barreiro, está associada ao grupo neonazi conhecido como 1143. A informação foi apurada junto de fontes socialistas consideradas fidedignas.

De acordo com os mesmos relatos, a militante integrou anteriormente as listas da comissão política local do PS, tendo sido convidada numa fase em que mantinha uma relação pessoal com o deputado socialista André Pinotes Batista. Após a separação, terá ocorrido uma radicalização do seu discurso, passando a ser frequente a publicação de críticas ao PS nas redes sociais e surgindo alegadas ligações a elementos do referido grupo extremista, incluindo um militante identificado como Gil Pantera.

Fontes socialistas citadas pelo Diário do Distrito classificam a situação como “grave”, sobretudo pelo facto de Vanda Loureiro, ao abrigo das regras internas do partido, manter o direito de participar nas discussões e decisões relativas à elaboração das listas autárquicas no concelho do Barreiro.

Militante do PS detida

Vanda Loureiro é uma das detidas na ‘Operação Irmandade’ da PJ, que deteve 37 membros do Grupo 1143, liderado pelo neonazi Mário Machado.

[Notícia atualizada às 14h29]

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.
Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.