PSD e PS ‘aproveitam’ tempestade para aprovar lei que controla e censura redes sociais

PSD e PS avançam com um pacote legislativo que reforça a regulação das plataformas digitais e impõe novas restrições ao acesso às redes sociais por menores, fixando os 16 anos como idade mínima para utilização autónoma.

© Folha Nacional

Em plena crise provocada pelas tempestades e com o Parlamento concentrado em audições sobre Proteção Civil, PSD e PS avançaram com dois dossiês na área digital: o reforço da regulação das plataformas online e a proibição do acesso livre às redes sociais por menores de 16 anos.

Por um lado, relata a SIC Notícias, foi viabilizada a adaptação nacional ao Regulamento dos Serviços Digitais (Digital Services Act), que impõe novas obrigações às plataformas no combate à desinformação e a conteúdos ilegais. O Governo defende que a medida visa proteger os utilizadores e aumentar a transparência das grandes tecnológicas.

Por outro lado, o projeto de lei do PSD, com apoio anunciado do PS, estabelece os 16 anos como idade mínima para acesso autónomo a redes sociais como Instagram, TikTok ou Facebook. Entre os 13 e os 16 anos, o acesso dependerá de consentimento parental expresso e verificado, através da Chave Móvel Digital. As plataformas ficarão obrigadas a implementar mecanismos de verificação de idade, sobretudo quando estejam em causa conteúdos potencialmente nocivos.

Os socialistas admitem discutir pormenores técnicos na especialidade, mas confirmam concordância de princípio com o diploma, invocando estudos que apontam para impactos negativos das redes sociais nos jovens.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.
O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.