Marinha Grande pede ao Governo que prolongue isenção de portagens

O presidente da Câmara da Marinha Grande, concelho gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu hoje ao Governo o prolongamento da isenção de portagens em várias autoestradas das regiões atingidas pelo mau tempo, prevista terminar no domingo.

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“Reivindicamos que a isenção de portagens seja estendida para além do dia 15 de fevereiro, garantindo que os nossos munícipes, serviços de emergência e agentes económicos não sejam penalizados enquanto persistirem as dificuldades”, afirmou Paulo Vicente, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

No dia 03 de fevereiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo iria isentar de portagens durante uma semana (até às 24:00 de dia 10) as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrange trechos das autoestradas 8, 17, 14 e 19.

No mesmo dia, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação indicou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira, na A14, entre Santa Eulália e o nó de Ançã, e na A19, entre o nó de Azoia e o nó de São Jorge (este troço também na região de Leiria).

O Governo decidiu, entretanto, prorrogar a isenção de portagens até domingo, 15 de fevereiro.

“Apesar de acolhermos positivamente a decisão do Governo de prolongar a isenção de portagens até 15 de fevereiro, consideramos que esta medida é ainda insuficiente face aos impactos profundos que a tempestade Kristin deixou na nossa região”, salientou Paulo Vicente.

Para o autarca da Marinha Grande, concelho do distrito de Leiria, “as populações continuam a enfrentar condicionamentos sérios na mobilidade, muitas vias secundárias permanecem danificadas e os trabalhos de recuperação estão longe de estar concluídos”.

Paulo Vicente defendeu que “a continuidade desta medida é essencial para assegurar justiça territorial e apoiar verdadeiramente a recuperação local”, apelando ao Governo “para que reveja o prazo e mantenha a isenção até que a normalidade esteja efetivamente restabelecida”.

A agência Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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