CHEGA confronta Cravinho com corrupção na Defesa

Num debate parlamentar de urgência requerido pelo CHEGA, sobre “as suspeitas de corrupção no Ministério da Defesa Nacional”, os partidos da oposição criticaram a atuação de João Gomes Cravinho na sua anterior pasta no Governo, entre 2018 e 2022.

No início do debate parlamentar, o líder do CHEGA, André Ventura, salientou que o seu partido requereu a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros no parlamento devido ao “desprestígio enorme” que causou às Forças Armadas, após “o escândalo terrível que abanou os alicerces” daquela instituição.

Depois de considerar que tudo o que está a ser atualmente alvo de investigação “cheirava a suspeita” e “aparentava a suspeita”, Ventura acusou Gomes Cravinho de, “contra todas as evidências, contra as inúmeras questões da oposição, contra as consecutivas chamadas de atenção neste parlamento”, ter decidido “manter a confiança” em quadros do setor da Defesa que estão agora a ser investigados.

“É nossa convicção que o senhor ministro não tem condições para continuar como ministro da República”, defendeu.

A oposição criticou a nomeação do ex-diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional Alberto Coelho, entretanto detido por suspeitas de corrupção, para uma empresa pública neste setor, com o PS a defender João Gomes Cravinho.

No início deste mês, a Polícia Judiciária desencadeou, em coordenação com o Ministério Público, a operação “Tempestade Perfeita”, que resultou em cinco detenções, entre as quais três altos quadros da Defesa e dois empresários, num total de 19 arguidos, que respeita ao período em que João Gomes Cravinho tutelou aquele ministério.

Últimas de Política Nacional

Foram várias as ameaças de morte que André Ventura, líder do CHEGA, recebeu nas redes sociais, após publicar um vídeo sobre a fuga de um detido do Tribunal de Ponte de Sor e a alegada emboscada montada à GNR para facilitar a evasão.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu o encerramento de esquadras da PSP em Lisboa, numa decisão que está a gerar preocupação sobre o futuro da segurança nas grandes cidades.
A guerra interna no PSD na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, voltou a rebentar e já ameaça provocar uma crise política sem precedentes numa das maiores juntas da capital. Um acordo promovido por Carlos Moedas e pela liderança distrital do PSD durou apenas 10 dias antes de colapsar em acusações mútuas, suspeitas de favorecimento e denúncias de “tachos” para familiares.
O CHEGA leva esta quinta-feira ao Parlamento um conjunto de propostas centradas no reforço da autoridade das forças de segurança, na proteção dos agentes policiais e no combate à criminalidade, depois de o partido ter fixado a ordem do dia no debate parlamentar.
A Polícia Judiciária realizou esta quinta-feira uma operação de buscas relacionada com suspeitas de corrupção em concursos públicos para aluguer de helicópteros de combate a incêndios. Entre os alvos está Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
José Sócrates, antigo primeiro-ministro socialista, vai começar a ser julgado esta quinta-feira no Tribunal Administrativo de Lisboa no âmbito da ação em que exige uma indemnização ao Estado português devido à duração do processo Operação Marquês.
O líder do CHEGA disse esta terça-feira que terá sido por pressão do PS que o presidente do Tribunal Constitucional comunicou a decisão de renunciar às funções e defendeu que o parlamento deve marcar já a eleição dos novos juízes.
O presidente do CHEGA criticou hoje o PSD por inviabilizar uma comissão de inquérito à Operação Influencer com "motivos fúteis" e perguntou de que "tem medo" o partido de Luís Montenegro, reiterando que a forçará a partir de setembro.
A Assembleia Municipal de Oeiras rejeitou uma proposta apresentada pelo CHEGA que defendia a transmissão pública das reuniões da Câmara Municipal e das Assembleias de Freguesia do concelho.
O CHEGA entregou este domingo a proposta de constituição de um inquérito parlamentar à Operação Influencer para aferir a legalidade da intervenção do ex-primeiro-ministro António Costa em processos ligados ao lítio, hidrogénio e ao centro de dados de Sines.