PS, PSD e Iniciativa Liberal votaram a favor dos ajustes diretos para as jornadas mundiais da juventude. Chega contra.

Foi no âmbito do Orçamento do Estado para 2023 que o Chega alertou para o risco enorme que seria flexibilizar e facilitar os ajustes diretos – por entidades nacionais ou locais – para a realização de eventos como as Jornadas Mundiais da Juventude.

Os deputados do PS, PSD e Iniciativa Liberal decidiram viabilizar as normas de exceção incluídas no documento orçamental – apesar de todos os avisos do Chega nesta matéria – e o resultado está à vista: a construção de um altar de mais de 4,2 milhões de euros, através de ajuste direto, a uma grande empresa construtora, e valores na ordem dos 80 milhões (muitos também com ajustes diretos) para a realização global do evento.

Numa iniciativa em que 90% dos contratos publicados são através de ajuste direto, a transferência de milhões de euros do erário público deveriam, na perspetiva do Chega, ter mais e não menos escrutínio público.

O Chega regozija-se obviamente com a presença do Santo Padre em Portugal para o grande evento mundial que serão as Jornadas Mundiais da Juventude, mas este tem de ser um momento de unidade e celebração, não um sorvedouro de recursos públicos de forma pouco transparente e desproporcional.

“Esta selvajaria a que estamos a assistir tem naturalmente quatro responsáveis: o PS, PSD, Iniciativa Liberal e, naturalmente, a Câmara de Lisboa, e tudo isto poderia ter sido evitado”, considerou esta segunda-feira André Ventura, Presidente do Chega.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura lamentou hoje as mortes na sequência da depressão Kristin e disse que espera poder visitar zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
Mais de 3,9 milhões de pessoas assistiram ao debate entre os candidatos presidenciais André Ventura e António José Seguro, e foi o mais visto de todos os debates, de acordo com a análise da Universal McCann.
O Governo avançou para uma limpeza silenciosa nas administrações hospitalares, afastando equipas com bons resultados para colocar dirigentes com ligações ao PSD e ao CDS. Em menos de um ano, quase 80% das novas nomeações recaem em nomes próximos do poder político.
A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais arranca oficialmente hoje, um dia após o debate entre António José Seguro e André Ventura, marcado pela discussão sobre saúde, legislação laboral, poderes presidenciais, regulação da imigração e política internacional.
O presidente da Comissão de Transparência, Rui Paulo Sousa, eleito pelo CHEGA, criticou hoje a deputada socialista Eva Cruzeiro por colocar em causa a isenção desta comissão, salientando que as audições obedecem sempre ao Regimento do parlamento.
A campanha oficial para a segunda volta das eleições presidenciais arranca na quarta-feira e decorre até ao dia 6 de fevereiro, com André Ventura e António José Seguro na corrida a Belém.
É hoje o único debate televisivo entre os dois candidatos à segunda volta das Eleições Presidenciais. Terá 75 minutos de duração e está marcado para as 20h30 (com transmissão na RTP, SIC e TVI).
Uma recolha de depoimentos nas galerias da Assembleia da República acabou em retenção policial e proibição de perguntas. A revista Sábado denuncia pressões e interferências após uma ordem direta do líder parlamentar do PSD.
Antigo presidente da Junta de Amiais de Baixo abandona militância e dispara contra a concelhia de Santarém.
Entre 2017 e 2022, o dinheiro da Junta de Freguesia serviu para pagar dívidas privadas e despesas pessoais. O Tribunal de Santarém considerou provado o desvio de verbas públicas e condenou o então secretário da autarquia por peculato e falsificação de documentos.