PS, PSD e Iniciativa Liberal votaram a favor dos ajustes diretos para as jornadas mundiais da juventude. Chega contra.

Foi no âmbito do Orçamento do Estado para 2023 que o Chega alertou para o risco enorme que seria flexibilizar e facilitar os ajustes diretos – por entidades nacionais ou locais – para a realização de eventos como as Jornadas Mundiais da Juventude.

Os deputados do PS, PSD e Iniciativa Liberal decidiram viabilizar as normas de exceção incluídas no documento orçamental – apesar de todos os avisos do Chega nesta matéria – e o resultado está à vista: a construção de um altar de mais de 4,2 milhões de euros, através de ajuste direto, a uma grande empresa construtora, e valores na ordem dos 80 milhões (muitos também com ajustes diretos) para a realização global do evento.

Numa iniciativa em que 90% dos contratos publicados são através de ajuste direto, a transferência de milhões de euros do erário público deveriam, na perspetiva do Chega, ter mais e não menos escrutínio público.

O Chega regozija-se obviamente com a presença do Santo Padre em Portugal para o grande evento mundial que serão as Jornadas Mundiais da Juventude, mas este tem de ser um momento de unidade e celebração, não um sorvedouro de recursos públicos de forma pouco transparente e desproporcional.

“Esta selvajaria a que estamos a assistir tem naturalmente quatro responsáveis: o PS, PSD, Iniciativa Liberal e, naturalmente, a Câmara de Lisboa, e tudo isto poderia ter sido evitado”, considerou esta segunda-feira André Ventura, Presidente do Chega.

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