PS, PSD e IL chumbam projetos do CHEGA para acabar com aumento das portagens

© D.R.

O CHEGA viu, esta sexta-feira, dois Projetos de Resolução da sua autoria serem chumbados pela Assembleia da República.

Um dos projetos defendia que fossem revogados os aumentos dos preços das portagens que entraram em vigor em janeiro deste ano, tendo em conta o momento de crise e de dificuldades financeiras e económicas que os portugueses enfrentam devido ao brutal aumento dos preços da energia e da alimentação.

O outro projeto, que também não foi aprovado, recomendava ao Governo que revisse o contrato de concessão das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama para, assim, se poder reduzir o preço das portagens.

Os dois projetos foram chumbados com os votos contra do PS, do PSD e da IL e a abstenção do Livre.

Recorde-se que as portagens, a nível nacional, sofreram um aumento na ordem dos 4,9% em todo o país, salvo raras exceções em que as concessionárias optaram por não subir o valor pago pelos utentes das vias.

Atualmente, para se entrar em Lisboa a partir da Ponte Vasco da Gama é preciso pagar entre 3,05 euros (classe 1) e 13,05 euros (classe 4). Quem optar pela Ponte sobre o Tejo, mais conhecida por Ponte 25 de Abril, tem de pagar 2 euros (classe 1) ou 7,75 euros (classe 4).

Últimas de Economia

Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.