PS, PSD e IL chumbam projetos do CHEGA para acabar com aumento das portagens

© D.R.

O CHEGA viu, esta sexta-feira, dois Projetos de Resolução da sua autoria serem chumbados pela Assembleia da República.

Um dos projetos defendia que fossem revogados os aumentos dos preços das portagens que entraram em vigor em janeiro deste ano, tendo em conta o momento de crise e de dificuldades financeiras e económicas que os portugueses enfrentam devido ao brutal aumento dos preços da energia e da alimentação.

O outro projeto, que também não foi aprovado, recomendava ao Governo que revisse o contrato de concessão das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama para, assim, se poder reduzir o preço das portagens.

Os dois projetos foram chumbados com os votos contra do PS, do PSD e da IL e a abstenção do Livre.

Recorde-se que as portagens, a nível nacional, sofreram um aumento na ordem dos 4,9% em todo o país, salvo raras exceções em que as concessionárias optaram por não subir o valor pago pelos utentes das vias.

Atualmente, para se entrar em Lisboa a partir da Ponte Vasco da Gama é preciso pagar entre 3,05 euros (classe 1) e 13,05 euros (classe 4). Quem optar pela Ponte sobre o Tejo, mais conhecida por Ponte 25 de Abril, tem de pagar 2 euros (classe 1) ou 7,75 euros (classe 4).

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).