PS, PSD e IL chumbam projetos do CHEGA para acabar com aumento das portagens

© D.R.

O CHEGA viu, esta sexta-feira, dois Projetos de Resolução da sua autoria serem chumbados pela Assembleia da República.

Um dos projetos defendia que fossem revogados os aumentos dos preços das portagens que entraram em vigor em janeiro deste ano, tendo em conta o momento de crise e de dificuldades financeiras e económicas que os portugueses enfrentam devido ao brutal aumento dos preços da energia e da alimentação.

O outro projeto, que também não foi aprovado, recomendava ao Governo que revisse o contrato de concessão das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama para, assim, se poder reduzir o preço das portagens.

Os dois projetos foram chumbados com os votos contra do PS, do PSD e da IL e a abstenção do Livre.

Recorde-se que as portagens, a nível nacional, sofreram um aumento na ordem dos 4,9% em todo o país, salvo raras exceções em que as concessionárias optaram por não subir o valor pago pelos utentes das vias.

Atualmente, para se entrar em Lisboa a partir da Ponte Vasco da Gama é preciso pagar entre 3,05 euros (classe 1) e 13,05 euros (classe 4). Quem optar pela Ponte sobre o Tejo, mais conhecida por Ponte 25 de Abril, tem de pagar 2 euros (classe 1) ou 7,75 euros (classe 4).

Últimas de Economia

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje com força a dois, cinco e 10 anos face a quinta-feira, no prazo mais curto para máximos desde julho de 2024 e nos dois mais longos para máximos desde outubro de 2023.
O presidente do CHEGA considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.
Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no final de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A carga fiscal aumentou para 35,4% em 2025, face aos 35,2% registados no ano anterior, de acordo com a primeira notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
O cabaz essencial de 63 produtos monitorizado pela Deco Proteste aumentou 0,08 euros esta semana face à anterior e acumula um acréscimo de 12,57 euros desde início do ano, fixando-se num novo máximo de 254,40 euros.
O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
As famílias de rendimento mediano dificilmente têm acesso à compra de habitação em Portugal, uma vez que o peso da prestação do crédito à habitação supera 40% do seu rendimento, indica um estudo do Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).