Ordem dos Médicos exige grupo de trabalho da DGS para analisar mortalidade infantil

© D.R.

O aumento da mortalidade infantil em Portugal no ano passado deve ser analisado por um grupo de trabalho a criar imediatamente pela Direção-Geral da Saúde (DGS), defendeu a Ordem dos Médicos.

Em comunicado, o organismo liderado pelo bastonário Carlos Cortes considerou “fundamental apurar as causas” para o aumento da mortalidade infantil exposto nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que revelou que morreram 217 crianças até um ano de vida, evidenciando uma subida face ao período pré-pandemia.

“O aumento da mortalidade infantil é um problema complexo e que exige uma abordagem multidisciplinar e colaborativa”, disse o bastonário da Ordem dos Médicos, salientando ser “imprescindível envolver todos os atores relevantes neste processo, incluindo os profissionais de saúde, as instituições de saúde e a tutela para perceber as causas e atuar nelas se for o caso”.

A Ordem dos Médicos assumiu ainda a disponibilidade e o empenho na colaboração com a DGS através do colégio da especialidade de Pediatria e do colégio de Neonatologia, tendo em vista a deteção de “soluções eficazes e duradouras para este problema”.

Segundo os dados divulgados na passada sexta-feira pelo INE, a taxa de mortalidade infantil aumentou em 2022 de 2,4 para 2,6 óbitos por mil nados-vivos, num ano em que o número de nascimentos aumentou 5,1% e em que a morte de 217 crianças com menos de um ano representou um aumento de 26 óbitos face a 2021.

Na sequência da divulgação destes registos, a DGS sublinhou que, apesar de a taxa de mortalidade infantil ter aumentado em 2022, o valor é dos “mais baixos desde 1960” e são expectáveis oscilações anuais. A DGS assegurou também que irá manter a vigilância e monitorização da mortalidade infantil.

Já hoje, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, afirmou que Portugal está entre os “melhores países do mundo” com “números baixíssimos” de mortalidade infantil.

“Uma vez mais, Portugal fica como um dos melhores países do mundo em mortalidade infantil, 2.6 é um número extraordinário, eu sei que há a tentação de dizer que 2.6 é pior do que tínhamos conseguido no ano anterior, mas é o quarto melhor número de sempre em Portugal”, referiu o governante, em declarações à margem de uma visita que hoje efetuou às obras do metro junto ao Hospital Santos Silva, em Gaia.

Últimas do País

A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) acordou três casos de sarampo e “quase 500 contactos de risco” no concelho de Beja, desde o início de abril, indicou hoje aquela entidade.
O Ministério Público acusou uma funcionária da União de Freguesias de Ruivães e Novais, em Famalicão, de ter "desviado" mais de 11 mil euros da autarquia, revela uma nota hoje publicada na página da Procuradoria-Geral Regional do Porto.
Uma ex-diretora financeira de duas empresas de Águeda e o então companheiro vão começar a ser julgados na quarta-feira, no Tribunal de Aveiro, por alegadamente se terem apropriado de mais de 750 mil euros das sociedades.
A chuva e o granizo da última semana destruíram cerca de 35%, em média, da produção de cereja no município do Fundão, o que representa sete milhões de euros de prejuízos, disse hoje o presidente da Câmara.
Um homem, de 41 anos, foi detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e ficou em prisão preventiva por alegada violência doméstica contra a mãe, de 70 anos, que terá ameaçado de morte, no concelho de Sines, foi hoje revelado.
Os trabalhadores do INEM alertaram hoje que um ‘pool’ anunciado de 40 ambulâncias para doentes críticos dos hospitais e para picos de pedidos de ajuda representa uma redução de cerca de 50 meios face ao dispositivo existente.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP lançam na terça-feira uma campanha de segurança rodoviária dirigida a motociclos e ciclomotores, que visa alertar para os comportamentos de risco associados à condução.
As farmacêuticas demoraram, em média, nove meses a submeter um medicamento após terem autorização de introdução no mercado, nos últimos cinco anos, e o Infarmed levou 11 meses a avaliar e decidir.
A corrupção é atualmente considerada a principal ameaça à democracia em Portugal, segundo os dados de uma sondagem incluída no relatório 'O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa'.
As crianças de uma turma da Escola Básica Professora Aida Vieira, em Lisboa, ficaram impedidas de ter aulas durante uma semana, segundo relatam os pais, tendo a direção justificado a situação com a "necessidade de se reorganizar".