SNTSF convoca greve na CP de 24 horas para dia 31 de maio

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A SNTSF/FECTRANS convocou uma greve de 24 horas para o dia 31 de maio na CP – Comboios de Portugal, pedindo a reabertura do processo de negociação para aumentar os salários dos trabalhadores, foi hoje anunciado.

“A SNTSF/FECTRANS entregou, ontem [segunda-feira], um pré-aviso de greve para a CP, com a duração de 24 horas para o próximo dia 31 de maio”, referem o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário e a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações num comunicado hoje divulgado.

De acordo com o sindicato, as razões da greve são a reabertura do processo negociação, o aumento dos salários que reponha o poder de compra perdido, a valorização das carreiras profissionais, a contratação de trabalhadores e contra a destruição de postos de trabalho e o cumprimento do Acordo de 22 de julho de 2018, referente às funções em Agente Único.

“Recentemente o Governo/administração introduziu na empresa um tratamento diferenciado entre trabalhadores, em que uns terão atualizações salariais na ordem de 8%, enquanto outros terão cerca de metade”, denuncia o sindicato.

O SNTSF/FECTRANS diz que não contesta os aumentos de salários “acima daqueles que foram aplicados este ano”, mas sim “que se queira impor aos restantes uma nova redução do poder de compra, ou que a justificação de uns aumentos seja a destruição de postos de trabalho de outras categorias”.

A ação convocada pela SNTSF/FECTRANS surge para o mesmo dia da greve, também de 24 horas, anunciada na segunda-feira pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).

Num comunicado divulgado na segunda-feira, o SFRCI revelou que, “em representação dos trabalhadores ferroviários da CP”, entregou um “pré-aviso de greve de 24 horas para o dia 31 de maio de 2023”.

“A direção deste sindicato, no seguimento de reunião com a Administração da CP realizada no dia 10 de maio 2023, ao ter conhecimento dos termos do acordo realizado entre esta e o sindicato dos maquinistas, verificou que esse acordo coloca em causa o acordo realizado entre Ministério das Infraestruturas, IMT, CP com o SFRCI em conjunto com outras ORT [organizações representativas dos trabalhadores] em 2018, no que respeita as regras de segurança da circulação de comboios”, referiu, na mesma nota.

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