PM britânico destaca apoio militar como prova de influência internacional

© facebook.com/rishisunak

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, reivindicou que o Reino Unido mantém influência internacional, destacando o apoio militar à Ucrânia na resistência à invasão russa.

Numa declaração no parlamento para fazer um balanço da participação na reunião do G7 no passado fim de semana no Japão, Sunak rejeitou a “ideia de que a Grã-Bretanha está de alguma forma a retirar-se da cena mundial” ou que a sua “influência está em declínio”.

“O que temos visto nos últimos meses é este governo Conservador a cumprir as prioridades do povo britânico e a exercer a nossa influência global em alguns dos maiores desafios do mundo”, disse Sunak, destacando a Ucrânia.

“Foi um prazer e um privilégio receber o meu amigo, o presidente [Volodymyr] Zelensky, no seu regresso ao Reino Unido na semana passada. A presença na cimeira do G7 foi um momento histórico”, afirmou.

Sunak manifestou-se “incrivelmente orgulhoso” do papel de Londres “na vanguarda do apoio internacional à Ucrânia”, nomeadamente com o treino de soldado, fornecimento de armas, tanques e mísseis de longo alcance.

“E estamos agora na linha da frente de uma coligação para treinar e equipar a força aérea ucraniana”, acrescentou.

O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, reiterou concordar com a posição do governo, defendendo que o consenso parlamentar sobre a matéria deve continuar.

“Vamos apoiá-los [Ucrânia] o tempo que for preciso porque uma vitória decisiva é o caminho para uma paz total e justa”, enfatizou o líder da principal força da oposição.

Starmer sugeriu ao governo que declare como organização terrorista o grupo paramilitar russo Wagner, que tem estado envolvido nos combates enquanto empresa de mercenários, em paralelo com as forças armadas russas.

O líder do ‘Labour’ alertou também para o facto de ninguém ainda ter sido multado no Reino Unido por violar as sanções impostas contra a Rússia desde o início da guerra, apelando a que as sanções estejam “em prática e não apenas em vigor”.

Últimas de Política Internacional

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que a Rússia se prepara para lançar uma nova ofensiva em grande escala na Ucrânia, de acordo com os meios de comunicação locais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca convocou hoje o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos devido a alegadas tentativas norte-americanas de interferência junto da opinião pública da Gronelândia.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou hoje que o Governo iraniano está por trás de ataques antisemitas no país contra a comunidade judaica e anunciou a expulsão do embaixador iraniano em Camberra.
Trump disse que vários países europeus já mostraram disponibilidade para enviar militares para a Ucrânia, como tal "não será um problema" responder às garantias de segurança exigidas pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje uma frente unida entre europeus e ucranianos em defesa de uma paz que não represente a capitulação da Ucrânia, na véspera da reunião com Donald Trump, na Casa Branca.
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse hoje que Putin concordou, na cimeira com Donald Trump, que sejam dadas à Ucrânia garantias de segurança semelhantes ao mandato de defesa coletiva da NATO.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que discutiu formas de terminar a guerra na Ucrânia "de forma justa", na cimeira com o homólogo norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira, defendendo a “eliminação das causas iniciais”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que “todos” preferem ir “diretamente para um acordo de paz” e não “um mero acordo de cessar-fogo” para acabar com a “terrível guerra” na Ucrânia.
O futuro da Ucrânia passa hoje pelo Alasca, uma antiga colónia russa onde os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia se vão reunir sem a participação do país invadido por Moscovo.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que qualquer acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia terá de passar por uma cimeira com os homólogos russo e ucraniano, após a cimeira bilateral na sexta-feira.