Lisboa recebeu garantias de que China não apoia esquadras secretas

© D.R.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, disse hoje no parlamento que Lisboa recebeu garantias de que a China não apoiaria alegadas esquadras chinesas secretas em Portugal.

Respondendo em audição parlamentar na comissão dos Negócios Estrangeiros a uma pergunta sobre o assunto do deputado Rodrigo Saraiva (IL), o chefe da diplomacia portuguesa recordou a recente visita do vice-Presidente chinês, Han Zheng, ao país e que, nos seus diálogos com as autoridades portuguesas, foram discutidas questões relacionadas com Macau ou Ucrânia, mas também as alegadas esquadras.

“O sinal que nós demos foi que, da parte chinesa, era fundamental cingir as suas atividades em Portugal àquilo que está convencionado na Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, relações consulares”, afirmou.

E, nesse sentido, prosseguiu, “as comunidades chinesas em Portugal têm de se conformar a esses tratados”, acrescentando que foi dada essa garantia.

Em relação à questão ucraniana, o ministro dos Negócios Estrangeiros assinalou a importância do “respaldo parlamentar” no apoio de Portugal à Ucrânia e disse que Lisboa está alinhada com o plano de paz de Kiev.

O chefe da diplomacia portuguesa recordou ainda a recente visita a Lisboa do seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, na qual tiveram a oportunidade de abordar a proposta de dez pontos de Kiev.

João Gomes Cravinho ouviu do seu colega que alguns países não concordam com a totalidade dos dez pontos, mas sublinhou que Portugal “está muito confortável” com eles, destacando a disponibilidade de Lisboa na formação de pilotos de caças F-16 e na importância de ouvir palavras de “respaldo parlamentar” no apoio à Ucrânia face à agressão russa.

Na audição parlamentar, João Gomes Cravinho foi confrontado pelo BE com vários temas da atualidade internacional, como a posição portuguesa em relação ao Saara Ocidental e ao agravamento da situação no Médio Oriente.

Em relação ao Saara Ocidental, o ministro rejeitou que tenha havido uma mudança da posição portuguesa no sentido de um apoio a Marrocos, embora considere que o plano proposto por Rabat “é um importante passo negocial” que deve decorrer no âmbito das Nações Unidas.

“Os processos negociais começam precisamente pela colocação de propostas de parte a parte e não é habitual que a primeira proposta colha (…) nem a segunda, nem a terceira. E, portanto, é nessa a situação em que em que estamos”, afirmou.

Sobre o Médio Oriente, a posição de Lisboa nas votações nas Nações Unidas e noutros quadros internacionais, incluindo Genebra, mantém a “defesa do princípio de dois Estados”, apesar de o governante reconhecer que “os desafios se vão acentuando e tornando-se cada vez mais difíceis”.

Últimas do País

Cerca de 1.600 clientes, a maioria da região de Leiria, ainda não têm serviços fixos de comunicações, quase seis meses após a depressão Kristin ter atingido gravemente este território, informou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
O Ministério Público vai recorrer da absolvição do ex-banqueiro Ricardo Salgado e restantes arguidos num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil, garantiu hoje a Procuradoria-Geral da República.
O presidente do CHEGA defendeu que a manutenção em funções do ministro da Administração Interna "coloca em causa o regular funcionamento das instituições", deixando apelos quer ao primeiro-ministro, quer ao Presidente da República para atuarem.
O presidente do CHEGA afirmou que "tudo correu mal" neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone para alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve no Porto um homem de 42 anos procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir uma pena de prisão por suspeita de crimes sexuais contra crianças, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou a rejeitar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que levou a reações de agradecimento por parte de membros ligados a estas fações criminosas nas redes sociais.
A aprovação, no Parlamento, da proposta de lei que proíbe a ocultação integral do rosto em espaços públicos está a gerar reações entre islâmicos residentes em Portugal que afirmam usar burca. Em publicações nas redes sociais, vários dizem que vão abandonar o país caso a legislação entre efetivamente em vigor.
Uma mulher, estrangeira e na casa dos 30 anos, foi violada enquanto circulava de bicicleta junto à ria de Aveiro, em Vagos. O agressor, de 49 anos e com um longo historial de crimes sexuais, foi identificado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva.
O partido liderado por André Ventura quer alterar a lei para impedir que autores de assaltos possam receber indemnizações quando ficam feridos ou morrem na sequência do crime. A proposta surge depois de vários casos mediáticos, entre eles o de um ladrão que foi indemnizado em 30 mil euros após ser atropelado pelo proprietário da casa que tinha acabado de assaltar.