NATO avança com planos regionais que colocam em alerta 300.000 militares

©NATO

Os ministros de Defesa da NATO avançaram com novos planos regionais para o reforço da dissuasão e defesa aliadas, com a colocação de 300.000 efetivos em alerta máximo, e que deverão ser concretizados na cimeira da organização.

“Pela primeira vez desde a Guerra Fria, estamos a relacionar plenamente a planificação da nossa defesa coletiva com a planificação das nossas forças, capacidades e comando e controlo”, afirmou o secretário-geral da Aliança. Jens Stolenberg, em conferência de imprensa após o final da reunião de dois dias dos ministros.

Esta foi a última reunião ministerial antes da próxima cimeira, em julho na Lituânia, e esteve sobretudo centrada nos preparativos das decisões que serão então aprovadas, incluindo o apoio à Ucrânia para que continue a enfrentar a invasão russa.

Stolenberg disse que os planos regionais dependerão dos três quartéis aliados de Norfolk (EUA), Brunssum (Países Baixos) e Nápoles (Itália), que repartem geograficamente a defesa de toda a Aliança.

Os ministros também chegaram a acordo para a criação de um centro marítimo da NATO destinado a reforçar a segurança de infraestruturas submarinas críticas, e que podem ser sujeitas a sabotagem, como sucedeu com os gasodutos Nord Stream.

Os ministros da Defesa da NATO reuniram-se na quinta-feira e hoje, em Bruxelas, com a ajuda à Ucrânia a dominar a agenda e Portugal representado pela titular da pasta, Helena Carreiras.

Antes, Stoltenberg havia já saudado os novos anúncios de fornecimento de armas e formação militar à Ucrânia e o compromisso dos aliados de aumentar o apoio ao país.

“Congratulo-me com os novos anúncios sobre o fornecimento de armas e formação à Ucrânia, incluindo a iniciativa liderada pelos Países Baixos e pela Dinamarca para começar a treinar pilotos ucranianos em caças F-16 este verão”, disse, em conferência de imprensa.

Stoltenberg sublinhou ainda a intenção do Reino Unido e dos Estados Unidos de fornecerem “centenas de mísseis de defesa aérea de curto e médio alcance”.

Ainda no âmbito da ajuda à Ucrânia, na sequência da guerra lançada pelo Rússia em 24 de fevereiro de 2022, o responsável da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), referiu que os aliados se comprometeram a aumentar o apoio a Kiev através do Pacote de Assistência Global da NATO, “com contribuições e compromissos que ascendem já a 500 milhões de euros”.

Stoltenberg anunciou também que está a ser preparado um novo conselho NATO-Ucrânia, onde o país esteja em pé de igualdade com os membros da organização.

“A nossa ambição é termos uma primeira reunião do novo conselho em Vilnius, com o Presidente Zelensky”, referiu, na cimeira da NATO, em julho.

Últimas do Mundo

Um tribunal iraniano condenou a cantora Parastu Ahmadi e oito músicos a 74 chicotadas, dois anos de proibição de viajar e dois anos de interdição de atividades por participarem num concerto sem cumprirem as normas islâmicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou esta quarta-feira que os assassinatos e as mutilações de menores em conflitos armados aumentaram 34% em 2025.
A investigação criminal apurou a identificação de cerca de 120 'clientes', tendo sido também acusados 29, mas apenas 28 foram condenados.
A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segunda a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgada, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.
As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.
O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.