Debate sobre o estado da nação reagendado para dia 20 de julho

© Parlamento

A conferência de líderes ajustou o calendário dos últimos plenários da atual sessão legislativa, reagendando para dia 20 de julho o debate sobre o estado da nação, inicialmente previsto para o dia anterior.

A súmula da reunião da conferência de líderes da última quarta-feira, divulgada hoje, refere que o presidente da Assembleia da República deu indicação de que os trabalhos em plenário vão terminar no dia 20 de julho, com o debate sobre o estado da nação.

De acordo com o mesmo documento, Augusto Santos Silva indicou também que para o dia anterior, 19 de julho, “deverá ser agendada” a apreciação do relatório da comissão parlamentar de inquérito à TAP.

A discussão e votação do relatório final na comissão está agendado para dia 13 de julho.

Em 12 de abril, a conferência de líderes tinha agendado indicativamente o debate sobre o estado da nação para dia 19 de julho, prevendo o último plenário para votações no dia seguinte.

Na súmula de dia 26 de abril, lê-se que a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares “solicitou a alteração para o dia 20 de julho do agendamento indicativo do debate do estado da nação, passando o último plenário para votações finais globais para o dia 19 de julho, o que não registou objeções”.

Também para o dia 19 de julho está previsto o debate na generalidade de duas propostas de lei do Governo sobre as ordens profissionais, além do debate sobre as prioridades da Presidência espanhola do Conselho da União Europeia (UE) e a apreciação e votação do Relatório de Portugal na UE 2022.

Por proposta do presidente da Assembleia, que mereceu consenso, estes dois debates europeus vão ser fundidos numa única discussão, indica a súmula.

Nesse dia decorrem ainda as últimas votações em plenário desta sessão legislativa.

A súmula indica também que entre os dias 07 de 19 de julho não haverá reuniões plenárias, “para as comissões poderem finalizar processos legislativos e enviar textos para votação”.

Últimas de Política Nacional

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo quer aprovar a versão final do PTRR no início de abril e o envelope financeiro só será definido após o período de auscultação nacional.
O CHEGA/Madeira apresentou um voto de protesto na Assembleia Legislativa regional pelas declarações do líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, Hugo Soares, no âmbito do debate sobre o subsídio social de mobilidade realizado na quarta-feira.
O CHEGA propôs a revisão do regime jurídico do uso de armas de fogo, defendendo o alargamento das situações em que os agentes podem disparar, nomeadamente para travar suspeitos de crimes graves, armados ou a atuar em grupo. A iniciativa foi, contudo, chumbada com os votos contra de PSD, PS e Iniciativa Liberal.
O presidente do CHEGA sustenta que a polícia tem de poder agir sem receio quando está em causa a segurança dos cidadãos, e acusa o sistema de desproteger quem protege.
O uso de armas de fogo pelas forças de segurança poderá passar a ser permitido em mais situações do que as atualmente previstas na lei. É essa a proposta apresentada pelo CHEGA, que pretende rever profundamente o regime jurídico em vigor desde 1999.
O líder do CHEGA apontou falhas graves na resposta às tempestades e responsabilizou o Executivo por atrasos, descoordenação e decisões que deixaram populações entregues a si próprias.
Um dos maiores escândalos sexuais e de poder da última década volta a ecoar em Portugal. O CHEGA quer saber se o tentáculo da rede de Jeffrey Epstein alguma vez tocou o país e exige que todas as eventuais ligações portuguesas sejam investigadas até às últimas consequências.
O primeiro-ministro regressa esta quinta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá centrar-se na resposta do Governo às consequências do mau tempo e que foi adiado por duas vezes na semana passada.
Entre devoluções e penalizações que rondam os 85 mil euros, o vereador do PSD permanece no executivo da Maia. O presidente da Câmara reafirma a confiança política.
A vítima não deve ser obrigada a sair de casa para se proteger do agressor. É este o princípio que sustenta o novo projeto de lei apresentado pelo CHEGA, que pretende permitir o afastamento imediato dos suspeitos de violência doméstica, mesmo antes de decisão judicial definitiva.