Fed reitera necessidade de pelo menos 2 subidas dos juros nos EUA em 2023

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O presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, insistiu hoje que ainda se podem esperar pelo menos duas subidas adicionais das taxas de juro antes do final do ano nos Estados Unidos, que estão atualmente entre 5% e 5,25%.

Powell, que falava hoje na 4.ª Conferência sobre Estabilidade Financeira, organizada pelo Banco de Espanha e pelo Centro de Estudos Monetários e Financeiros (CEMFI), insistiu que “as pressões inflacionistas continuam a ser elevadas e o processo de regresso da inflação aos 2% ainda tem um longo caminho a percorrer”.

O presidente da Fed reconheceu que as condições de crédito mais restritivas “são suscetíveis de afetar a atividade económica, as contratações e a inflação”, a que acrescentou a maior restritividade das condições financeiras provocada pelas tensões bancárias de março, que no seu conjunto terão um impacto “ainda incerto” na economia.

Powell explicou que o efeito de uma política monetária restritiva já pode ser visto na queda da procura nos setores mais sensíveis às taxas de juro, em particular a habitação e o investimento empresarial, embora “seja necessário algum tempo para que todos os efeitos da restrição monetária se materializem, especialmente na inflação”.

O presidente da Fed também assegurou que a resiliência do sistema financeiro não pode ser considerada um dado adquirido, como ficou demonstrado pela recente “turbulência” na banca norte-americana, após a qual considera necessário reforçar a supervisão e a regulação do setor.

“As falências ocorridas em 2023 (Silicon Valley Bank, First Republic e Signature Bank) foram lembretes dolorosos de que não podemos prever todas as tensões que inevitavelmente surgirão com o tempo e a oportunidade. Não devemos ser complacentes com a resiliência do sistema financeiro”, afirmou.

Powell sublinhou que a falência do Silicon Valley Bank (SVB) não se deveu ao risco de crédito, mas sim a uma exposição excessiva à subida das taxas de juro e a um modelo de negócio vulnerável que o Governo “não apreciou inteiramente”.

As autoridades devem estar mais bem preparadas para reconhecer quando uma crise está a surgir e “responder de forma decisiva”, uma vez que as crises bancárias já não são uma questão de dias ou semanas, mas podem materializar-se quase instantaneamente, sublinhou.

Powell defendeu que a Fed atuou da melhor forma para proteger os depositantes e limitar o contágio, e garantiu que este episódio teria sido muito mais difícil de gerir se os maiores bancos estivessem subcapitalizados ou sem liquidez.

A este respeito, sublinhou todas as medidas adotadas para reforçar o sistema bancário desde que a “grande recessão” de 2008 demonstrou a fragilidade do sistema financeiro com “consequências terríveis” para milhões de pessoas.

“O sistema bancário continua a ser sólido e resistente, os fluxos de depósitos estabilizaram e as tensões diminuíram”, afirmou Powell, referindo-se a uma crise financeira que “não condicionou” a política monetária da Reserva Federal para reduzir a inflação.

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