Enfermeiros manifestam-se frente ao Ministério da Saúde

© facebook/sindicatoenfermeirosportugueses

Alguma dezenas de enfermeiros oriundos de várias regiões do país estão hoje concentrados frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, num protesto que coincide com o segundo dia de greve nacional, para reivindicar melhores condições de trabalho.

Durante o protesto, o presidente Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), José Carlos Martins, adiantou que os vários indicadores de adesão à greve de hoje relevam que é superior aos valores registados no primeiro dia de greve, na quarta-feira, que rondou os 60%.

O protesto foi convocado pelo SEP para exigir a “valorização dos enfermeiros”, através da reposição da paridade salarial da carreira de enfermagem com as carreiras de técnico superior e outros profissionais de saúde, da aposentação mais cedo, como mecanismo de compensação do risco e penosidade da profissão e a contratação de mais profissionais.

“A saúde é um direito, sem ela nada feito”, “Anos trabalhados não podem ser roubados”, “A luta continua nos serviços e na rua” são alguma das palavras de ordem entoadas pelos enfermeiros à porta do Ministério da Saúde.

Na cabeça da concentração, os enfermeiros têm uma faixa com a inscrição “SNS com falta de enfermeiros! Incompreensível. Governo/Ministério das Finanças despede-os”, enquanto outros seguram cartazes com frases como “SNS precisa de enfermeiros! Ministério das Finanças manda despedir” e “CH [centro hospitalar] Tâmega e Sousa precisa de enfermeiros: Governo ‘põe’ 31 no desemprego”.

Durante o protesto, foi aprovada uma moção em que o SEP afirma que “é inadmissível e intolerável que o Ministério da Saúde continue a não dar as necessárias e justas respostas aos problemas dos enfermeiros, a não apresentar propostas de solução e a não agendar reunião com o Sindicato dos Enfermeiros” e que foi entregue no Ministério.

A líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, juntou-se à luta dos enfermeiros, lembrando também a luta dos farmacêuticos e a dos médicos, sublinhando que são estes profissionais que trazem “as soluções para o SNS (Serviço Nacional de Saúde)”.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.