Associação de técnicos de emergência médica pede inquérito parlamentar ao INEM

©INEM

A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) defendeu esta terça-feira um inquérito parlamentar ao INEM, alegando que as falhas no armazenamento de medicamentos são mais um dos “sucessivos eventos adversos” que se verificam no instituto.

“Insistimos na criação urgente de uma comissão parlamentar de inquérito e na suspensão imediata do conselho de direção, que, por falta de sentido de Estado, ainda não apresentou a sua demissão”, adiantou a ANTEM, em reação à auditoria interna ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

A auditoria, a que a Lusa teve acesso, apontou falhas no armazenamento de medicamentos e concluiu que o instituto não garante que todos os consumíveis estão dentro da validade, o que pode pôr em perigo a segurança dos doentes.

Na resposta, o INEM garantiu estas “situações pontuais” já foram ou estão a ser alvo de correção e que foram detetadas numa auditoria realizada por amostragem, que não podem generalizar-se a todo o instituto”.

Para a ANTEM, este caso é “mais um” de entre os “sucessivos eventos adversos” que “jamais poderiam ocorrer num instituto público” responsável por coordenar o funcionamento do Sistema Integrado de Emergência Médica.

“Somando todos os eventos adversos que se têm vindo a verificar, antes de qualquer medida, urge pelo afastamento do conselho de direção do INEM, que se mostra incapaz de conduzir de forma eficaz o INEM, causando danos inestimáveis ao instituto e ao seu bom nome e custando vidas ao país”, adiantou a associação.

De acordo com a ANTEM, a missão do INEM “está claramente posta em causa”, uma vez que os cuidados de emergência médica estão “subordinados aos atrasos e à má qualidade de formação”.

“Importa saber na íntegra o resultado da referida auditoria, que suspeitamos ser demolidora”, alertou ainda a associação, que deu conhecimento desta sua posição às comissões parlamentares de Saúde e de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, assim como aos grupos parlamentares.

A auditoria em causa, elaborada entre os dias 23 de maio e 07 de junho, apontou falhas no armazenamento de medicamentos e concluiu que o instituto não garante que todos os consumíveis estão dentro da validade, sublinhando igualmente que o INEM “não garante a utilização responsável e segura dos medicamentos pelos profissionais”.

Entre outras conclusões, que incluem a falta de controlo de pragas, sobretudo num dos armazéns onde são guardados consumíveis e medicação para distribuição a nível nacional, os peritos apontam o dedo à forma como os medicamentos estão guardados em alguns locais.

O documento refere também a falta de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH), sublinhando que “os recursos humanos são insuficientes para a prossecução dos objetivos de diferentes unidades orgânicas, tendo repercussões nos resultados dos indicadores estabelecidos”.

Na resposta enviada hoje à Lusa, o INEM diz ter “um robusto sistema de qualidade”, caracterizado pela “procura ativa e permanente de áreas e pontos de melhoria” e lembra que “desenvolve periodicamente um conjunto de auditorias internas combinadas, por amostragem, o que permite identificar as atividades e áreas em que é possível melhorar e corrigir o sistema”

Últimas do País

Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, acusou hoje o Governo de propaganda, na sequência do anúncio de que 700 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) vão para a pré-aposentação.
Tratores e outros veículos conduzidos por agricultores percorrem hoje de manhã em marcha lenta a Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Serpa, no distrito de Beja, num protesto contra o aumento dos custos de produção no setor.
Menor terá feito vários disparos com projéteis de plástico a partir da varanda de uma residência nas Caldas da Rainha. Réplica foi apreendida pela PSP, que alerta: "Não deve ser tratada como um brinquedo."
PSP registou mais de 54 mil crimes contra pessoas idosas nos últimos três anos, com milhares de casos de furtos, burlas e violência doméstica. Só durante o verão, 294 idosos foram encontrados em situação de risco.
Trinta pessoas morreram em cinco meses da época balnear, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN) num balanço que assinala ainda 1.418 salvamentos e 2.609 ações de primeiros-socorros.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou para laranja os avisos nas nove ilhas dos Açores, desde a madrugada de hoje, devido à chuva forte e trovoada, na sequência da depressão pós-tropical Hanna.