Banco de Portugal alerta para entidades a usar o seu nome para enganar clientes

O Banco de Portugal alertou hoje que o seu nome e imagem estão a ser utilizados indevidamente por entidades ilegítimas para exigirem pagamentos, enganando clientes bancários.

Em comunicado hoje divulgado, o regulador e supervisor bancário disse que “tem tomado conhecimento de situações em que cidadãos são contactados por entidades que reclamam o pagamento de quantias associadas a ‘responsabilidades de serviços, a título de ‘impostos pendentes'”, usando essas entidades documentos com o seu nome e imagem para provar a existência das dívida e levar as pessoas a pagarem os valores pedidos.

O Banco de Portugal lembra que não presta serviços bancários comerciais a clientes particulares ou empresas, pelo que não concede créditos ou aceita depósitos nem cobra comissões de serviços comerciais.

“Por conseguinte, o Banco de Portugal aconselha as pessoas a não entrarem em contacto com eventuais promotores dessas atividades ou transações que utilizem indevidamente o nome e o logótipo do Banco de Portugal. O Banco também aconselha as pessoas a não enviarem dinheiro, nem fornecerem informação bancária ou relativa a cartões de crédito a quem declare que representa o Banco de Portugal ou que afirme ter uma relação bancária com o mesmo”, lê-se no comunicado.

O Banco de Portugal diz que os clientes bancários, antes de contratar qualquer empréstimo ou pagarem qualquer valor, devem verificar, “cuidadosamente, a legitimidade das entidades financiadoras”, estando disponível no seu ‘site’ a lista das entidades que podem exercer atividade financeira em Portugal.

Por nesses esquemas serem aparentemente usados dados da Central de Responsabilidades de Crédito, lembra o BdP que essa base de dados apenas pode ser consultada pelo titular dos dados ou por quem tenha autorização e não por qualquer entidade.

O Banco de Portugal pede ainda que aos clientes que tenham recebido documentação duvidosa que o contactem para info@bportugal.pt.

Últimas de Economia

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) esclareceu esta segunda-feira que as medidas extraordinárias no setor energético aplicáveis aos clientes afetados pelo mau tempo, como o pagamento fracionado das faturas de luz e gás, vigoram até 30 de abril.
O sentimento económico recuou em março, pelo segundo mês consecutivo, tanto na zona euro quanto na União Europeia (UE), segundo dados hoje divulgados pela Comissão Europeia.
Cerca de 24% das novas operações de crédito para habitação própria permanente tiveram um financiamento acima de 90%, impulsionado pela garantia pública, num valor equivalente ao anterior à entrada em vigor de medidas macroprudenciais, divulgou esta segunda-feira o Banco de Portugal.
Os contribuintes têm até à próxima terça-feira para reclamar do valor das despesas assumidas pelo fisco para o cálculo de deduções à coleta de IRS referentes às despesas gerais familiares e pela exigência de fatura.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em março para o valor mais baixo desde dezembro de 2023, enquanto o de clima económico recuou para mínimos de um ano, num período marcado pela guerra no Médio Oriente.
A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio terminou esta sexta-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 4,22%, para 112,57 dólares, o valor mais alto desde julho de 2022.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje com força a dois, cinco e 10 anos face a quinta-feira, no prazo mais curto para máximos desde julho de 2024 e nos dois mais longos para máximos desde outubro de 2023.
O presidente do CHEGA considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.
Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).