Banco de Portugal alerta para entidades a usar o seu nome para enganar clientes

O Banco de Portugal alertou hoje que o seu nome e imagem estão a ser utilizados indevidamente por entidades ilegítimas para exigirem pagamentos, enganando clientes bancários.

Em comunicado hoje divulgado, o regulador e supervisor bancário disse que “tem tomado conhecimento de situações em que cidadãos são contactados por entidades que reclamam o pagamento de quantias associadas a ‘responsabilidades de serviços, a título de ‘impostos pendentes'”, usando essas entidades documentos com o seu nome e imagem para provar a existência das dívida e levar as pessoas a pagarem os valores pedidos.

O Banco de Portugal lembra que não presta serviços bancários comerciais a clientes particulares ou empresas, pelo que não concede créditos ou aceita depósitos nem cobra comissões de serviços comerciais.

“Por conseguinte, o Banco de Portugal aconselha as pessoas a não entrarem em contacto com eventuais promotores dessas atividades ou transações que utilizem indevidamente o nome e o logótipo do Banco de Portugal. O Banco também aconselha as pessoas a não enviarem dinheiro, nem fornecerem informação bancária ou relativa a cartões de crédito a quem declare que representa o Banco de Portugal ou que afirme ter uma relação bancária com o mesmo”, lê-se no comunicado.

O Banco de Portugal diz que os clientes bancários, antes de contratar qualquer empréstimo ou pagarem qualquer valor, devem verificar, “cuidadosamente, a legitimidade das entidades financiadoras”, estando disponível no seu ‘site’ a lista das entidades que podem exercer atividade financeira em Portugal.

Por nesses esquemas serem aparentemente usados dados da Central de Responsabilidades de Crédito, lembra o BdP que essa base de dados apenas pode ser consultada pelo titular dos dados ou por quem tenha autorização e não por qualquer entidade.

O Banco de Portugal pede ainda que aos clientes que tenham recebido documentação duvidosa que o contactem para info@bportugal.pt.

Últimas de Economia

O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação voltou a subir para 3,135% em julho, depois de também ter aumentado em junho, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,48 euros na última semana, fixando-se nos 253,55 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação homóloga acelerou para 2,9% na zona euro e para 3% na União Europeia em julho, após um recuo registado em junho, anunciou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa rápida que tinha divulgado no mês passado.
O Índice de Preços na Produção industrial (IPPI) aumentou 5,8% em julho, em termos homólogos, acelerando 0,7 pontos percentuais face ao mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Números oficiais apontaram para um excedente de 6,7 mil milhões de euros, mas estudo chega a uma conclusão diferente: considerando em conjunto o regime previdencial e a Caixa Geral de Aposentações, o saldo de 2025 terá sido negativo em 1,94 mil milhões. Especialistas alertam que os excedentes apresentados nos últimos anos podem dar uma imagem enganadora da sustentabilidade financeira.
Más notícias para quem precisa de abastecer. Gasolina e gasóleo deverão encarecer cerca de oito cêntimos por litro esta segunda-feira, anulando o alívio sentido na semana anterior e voltando a apertar a carteira dos automobilistas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.