Viagens e turismo deverão valer 56,4 mil milhões de euros do PIB em 2033

© D.R.

O setor das viagens e turismo em Portugal deverá contribuir com 40.400 milhões de euros para o PIB em 2023, superando o recorde de 40.100 milhões de 2019, prevê o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).

Segundo o Relatório de Impacto Económico (EIR, do inglês Economic Impact Research) do WTTC, hoje divulgado, o setor deverá criar cerca de 30.000 postos de trabalho este ano, atingindo os 950.000 trabalhadores e ficando apenas 68.000 empregos abaixo do nível de pouco mais de um milhão de 2019.

A entidade global do turismo prevê que o setor aumente a sua contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) para 56.400 milhões de euros até 2033, representando mais de um quinto (21,1%) da economia portuguesa.

Na próxima década, as viagens e o turismo poderão empregar mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o país, com uma em cada quatro pessoas a trabalharem no setor.

No ano passado, a contribuição das viagens e turismo para o PIB cresceu 61,6%, atingindo quase 38.000 de euros, representando 15,8% da economia portuguesa tendo o setor criado mais 83.000 empregos em relação ao ano anterior, atingindo os 921.000 postos de trabalho.

Assim, de acordo com o último relatório do WTTC, o setor já recuperou mais de 90% do nível pré-pandémico de empregos.

No ano passado, assistiu-se também ao regresso dos turistas internacionais a Portugal, com Espanha (16%), França (12%), Reino Unido (11%) e Alemanha e EUA (ambos com 8%) a liderarem o ‘ranking’ dos principais mercados de origem das chegadas internacionais.

De acordo com o relatório, em 2022, os gastos dos turistas internacionais contribuíram com 21.700 milhões de euros para a economia nacional, registando “um impressionante crescimento” homólogo de 80,4% e ficando apenas 7,7% abaixo dos níveis de 2019.

Citada no documento, a presidente executiva do WTTC, Julia Simpson, afirma que “o setor das viagens e turismo em Portugal está a recuperar fortemente, registando uma elevada procura por parte dos visitantes”.

“O futuro do setor é muito otimista. Até o final deste ano, a contribuição do setor ultrapassará os níveis de 2019 e, ao longo da próxima década, o crescimento ultrapassará o do PIB nacional e serão criados 248.000 novos empregos, representando um em cada quatro empregos”.

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A inflação deverá acelerar este ano para 3,2%, num contexto de subida de preços dos combustíveis impulsionado pela guerra no Médio Oriente, estima o Conselho das Finanças Públicas (CFP).
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação da energia atinja um pico no final de 2026 e diminua significativamente em 2027, foi hoje anunciado.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, mais 14 euros do que no mês anterior e 14,7% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.