Norte é a zona com mais investimento aprovado no PRR

© D.R.

A zona Norte, incluindo a Área Metropolitana do Porto e as Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, do Ave e do Cávado, é a que mais investimento tem aprovado no âmbito do Plano de Recuperação de Resiliência (PRR).

A informação foi avançada hoje à agência Lusa pelo presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR (CNA–PRR), à margem do 30.º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional, que arrancou em Braga, classificando o PRR de “processo desafiante, muito exigente, mas potencialmente transformador da realidade portuguesa”.

Neste momento estamos numa fase, sobretudo, de lançamento de concursos, adjudicação e obras, e a região Norte tem sido particularmente relevante. Se juntarmos a Área Metropolitana do Porto e as três Comunidades Intermunicipais desta zona – Alto Minho, Ave e Cávado – estamos a falar de montantes que ultrapassam os dois mil milhões de euros aprovados. As quatro [regiões] juntas são aquelas que mais investimento têm aprovado”, indicou Pedro Dominguinhos.

A execução do PRR está, atualmente, entre os 80% e os 85% dos projetos contratados e com cerca de dois mil e cem milhões de euros pagos aos promotores.

O presidente da CNA-PRR deu conta de que nos últimos tempos houve um reforço das aprovações no âmbito da descarbonização da indústria, algo que “estava atrasado” e que a comissão havia mencionado no seu último relatório.

“E, também, espera-se a qualquer momento, esta semana ou na próxima, os resultados dos bairros comerciais digitais, que tentam dinamizar o comércio nas diferentes cidades, quer de média quer de grande dimensão”, adiantou Pedro Dominguinhos.

Este responsável revelou, por outro lado, que houve um reforço ao nível das plataformas que foram disponibilizadas pelos beneficiários intermediários para que os beneficiários finais possam submeter as suas despesas.

“Isso era um processo que tínhamos apontado e que carecia de incremento e houve aqui um reforço. Mas, mantém-se válido acelerar os processos de decisão e também os pagamentos para que os beneficiários possam submeter mais despesa”, adverte o presidente da CNA-PRR.

Questionado se o país vai cumprir os prazos e usufruir dos montantes disponibilizados pelo PRR, Pedro Dominguinhos frisou que o plano “é baseado em resultados e muito exigente”, acrescentando estar em curso uma reprogramação.

“Na própria reprogramação em curso que a Comissão Europeia decidirá nos próximos dois meses, eventualmente, há também uma redefinição de algumas metas e dos marcos, sobretudo aquelas que estavam ligadas à construção, e que aumentaram de preços nos últimos tempos. Há também um reforço financeiro”, explicou este responsável.

Apesar do “trabalho muito exigente”, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR (CNA–PRR) diz tratar-se “de uma maratona com vários sprints”, acreditando num resultado positivo quanto aos cumprimentos das metas definidas no PRR.

“Não há nada de diferente face ao último relatório que nos diminua a expectativa de cumprimento. Mas é essencial que todos estejam fortemente empenhados, quer as entidades privadas, quer as entidades públicas que têm de tomar as decisões e que também têm de fazer os pagamentos. Isso é particularmente relevante, a questão da disponibilização das plataformas e a celeridade na decisão desses processos de pagamento”, alerta Pedro Dominguinhos.

Últimas de Economia

O ministro da Economia disse hoje no Sobral de Monte Agraço que já foram recebidos pedidos de apoio de quatro mil empresas, que declararam quase mil milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que visa revogar o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), conhecido como “imposto Mortágua”, criado em 2016 no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.
Os contribuintes vão poder validar as faturas relativas ao IRS de 2025 no Portal até 02 de março, em vez da data regular de 28 de fevereiro, segundo uma informação da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).
A produção automóvel em Portugal desceu 7,8% em janeiro, face ao mês mesmo de 2025, para 21.746 veículos, segundo dados hoje divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
A produção industrial aumentou 1,5% em 2025, tanto na zona euro como no conjunto da União Europeia (UE), relativamente a 2024, revelam dados hoje divulgados pelo serviço estatístico comunitário, o Eurostat.
O setor do alojamento turístico registou, em 2025, 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, representando subidas respetivas de 3,0% e 2,2%, mas abrandando face ao ano anterior, segundo o INE.
O excedente do comércio externo de bens da zona euro recuou, em 2025, para os 164,6 mil milhões de euros e o da UE para os 133,5 mil milhões de euros, divulga hoje o Eurostat.
Perderam a casa, o armazém ou a exploração agrícola com a tempestade, mas antes de receberem ajuda do Estado têm de provar que não devem um euro ao Fisco. O Governo decidiu condicionar os apoios às vítimas da tempestade Kristin à situação fiscal regularizada.
As empresas vão passar a ter até dia 25 de cada mês (ou o dia útil seguinte, caso este coincida com um fim de semana ou feriado) para pagarem as contribuições à Segurança Social.
O número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais deverá ter aumentado 4,7% em 2025, para 73,75 milhões, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.