Ministério dos Negócios Estrangeiros não regista até agora pedidos de apoio no Havai

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português informou ao início da noite de hoje que até agora “não regista” qualquer pedido de apoio de cidadãos com dupla nacionalidade ou lusodescentes no Havai.

“Há cerca de 30 cidadãos nacionais, inscritos no Consulado Geral de São Francisco, com residência no Havai. A comunidade portuguesa, com dupla nacionalidade, estima-se em cerca de 200” pessoas refere o ministério numa nota enviada à Lusa.

Mas garante que até agora “não há pedidos de apoio” de nenhum cidadão com nacionalidade portuguesa.

O MNE esclarece ainda que a comunidade com herança portuguesa, “estimada em cerca de 100 mil pessoas”, é formada por descendentes da vaga migratória do final do século XIX que não têm nacionalidade portuguesa.

Porém, admite que na lista de desaparecidos nos incêndios do Havai, já divulgada, “há nomes portugueses de famílias lusodescendentes que não são cidadãos nacionais”.

O Ministério liderado por João Gomes Cravinho sublinha, no entanto, que através do Consulado-Geral de Portugal em São Francisco “continua a acompanhar a situação no Havai”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha confirmado hoje que havia lusodescendentes desaparecidos na sequência dos incêndios florestais no Havai, que provocaram a morte de pelo menos 80 pessoas.

“Até ao momento, o Governo [local] ainda não publicou as listas de vítimas mortais, havendo no entanto conhecimento de membros de famílias lusodescendentes que se encontram desaparecidos”, adiantou, em resposta à Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Pelo menos 80 pessoas morreram nos incêndios que atingiram a ilha norte-americana de Maui, no arquipélago do Havai, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pelas autoridades locais.

O Governo português garantiu também na altura estar a acompanhar a situação através do Consulado-Geral de Portugal em São Francisco, mantendo-se ainda em contacto com os líderes da comunidade portuguesa no Havai.

De acordo com as autoridades do condado de Maui, cerca de 1.418 pessoas foram levadas para abrigos.

Os fogos são os mais mortíferos e destruidores dos desastres ocorridos no Havai desde o ‘tsunami’ de 1960, que causou a morte a 61 pessoas.

Estes incêndios são mesmo os mais mortais nos EUA desde o de 2018, em Camp Fire, no Estado da Califórnia, que provocou 85 mortos e reduziu a cinzas a cidade de Paradise.

Os riscos da cidade de Lahaina quanto a incêndios eram conhecidos. O plano de mitigação do condado de Maui, atualizado em 2020, identificou Lahaina e outras comunidades na parte ocidental de Maui como tendo frequentes incêndios e um grande número de edifícios em risco de sofrerem estragos pelos fogos.

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