Metro do Porto já incorporou recomendações do relatório do LNEC sobre cheias

© Facebook/MetroPorto

A Metro do Porto “já incorporou as recomendações” feitas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) no relatório pedido pela transportadora após as cheias ocorridas em janeiro junto aos estaleiros da Linha Rosa, disse hoje fonte oficial à Lusa.

“Tendo como prioridade absoluta e inegociável a segurança na execução dos seus projetos, a Metro do Porto já incorporou as recomendações deste relatório”, pode ler-se num comentário da empresa enviado à Lusa após o relatório ter sido hoje noticiado.

Para a Metro do Porto, “trata-se de um documento da entidade nacional de referência em matéria de engenharia civil, que desde sempre acompanha e apoia a construção das linhas de metro”.

As obras do Metro do Porto agravaram as cheias ocorridas na baixa da cidade em 07 de janeiro, mas teria havido inundações mesmo sem a empreitada, segundo um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Segundo o relatório do LNEC, noticiado pelo jornal Público e a que a Lusa também teve hoje acesso, “da análise dos resultados, conclui-se que teria existido inundação relevante na zona de interesse, mesmo que não estivessem a decorrer as obras em análise”.

“Verificou-se igualmente que as alterações à rede de drenagem e à superfície urbana alteraram as condições de escoamento, ocorrendo, em alguns locais, agravamento da inundação”, pode ler-se no relatório.

De acordo com o documento, pedido pela Metro do Porto ao LNEC na sequência das inundações, os locais mais impactados pela água foram a Rua das Flores, ligação da Praça da Liberdade à Praça Almeida Garrett, passagem entre o Palácio das Cardosas e estaleiro da Praça Almeida Garrett, extremo sul da Rua Sá da Bandeira e topo norte da Rua Mouzinho de Albuquerque.

“Este impacto resulta da ação conjunta da descarga de caudais da rede de drenagem, da circulação dos caudais provenientes das zonas altas e dos constrangimentos devidos ao estaleiro”, pode ler-se no documento.

O concelho do Porto registou, em 07 de janeiro, em menos de duas horas, 150 pedidos de ajuda por causa das inundações em habitações e vias públicas, principalmente na baixa da cidade, disse naquele dia à Lusa fonte da Proteção Civil local.

O LNEC deixou várias recomendações na sequência do relatório, como “que as alterações provisórias efetuadas na rede de drenagem enterrada sejam antecipadamente analisadas com a entidade que gere esta infraestrutura”, sendo “assegurada a capacidade de vazão existente”.

“Que os materiais depositados ou soltos no estaleiro sejam contidos por forma a evitar o seu arrastamento e a colmatação das sarjetas e sumidouros a jusante, cuja superfície deve encontrar-se desobstruída”, recomenda ainda o relatório.

Os estaleiros devem ainda recorrer a “tapumes que permitam a passagem de água”, ou ser “efetuados desvios para locais que permitam a acumulação temporária de água em excesso”.

Por fim, o LNEC recomenda que “os acessos às estações de metro sejam sobrelevados em relação à superfície circundante e que o alinhamento da entrada não coincida com o sentido predominante do escoamento à superfície”.

O Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) do projeto de construção da Linha Rosa do Metro do Porto já identificava como uma “vulnerabilidade” a possibilidade de cheias devido ao desvio de condutas, mas com impacto reduzido.

O documento consultado pela Lusa em janeiro, datado de fevereiro de 2020, aponta a “obstrução temporária da rede de drenagem de águas pluviais e desvio provisório do escoamento, em especial decorrente do projeto do desvio do rio da Vila (com uma intervenção mais expressiva na rede de drenagem pluvial)”.

Últimas do País

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta segunda-feira, em Lisboa, um homem de 37 anos suspeito da prática de crimes de abuso sexual de crianças, alegadamente cometidos contra dois menores, de sete e 11 anos, em dezembro de 2025.
O Sistema de Entradas e de Saídas (EES) sofreu alterações técnicas e 24 militares da GNR reforçaram o controlo de passageiros. Teste servirá para fazer avaliação, voltando depois o EES a ser suspenso.
Dois idosos foram hoje transportados ao hospital depois de, juntamente com mais quatro pessoas, terem sido retiradas de um prédio, na rua da Picaria, no Porto, onde deflagrou um incêndio disse à Lusa fonte municipal.
Dois médicos foram condenados a pagar uma multa de seis mil euros, cada um, pela morte de um recém-nascido cerca de cinco horas após o parto no Centro Materno Infantil do Norte, segundo uma sentença consultada hoje pela Lusa.
Os cinemas portugueses registaram no ano passado 10,9 milhões de espectadores, uma quebra de 8,2% face a 2024, revelou hoje o Instituto do Cinema e Audiovisual, que é o pior número desde 1996, sem contar com a pandemia.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu nos últimos seis anos 19.005 armas, destacando-se as pistolas (8.086), em operações especiais de prevenção criminal, informou hoje aquela força de segurança.
O Estado português pagou nos últimos nove anos cerca de 1,5 milhões de euros em indemnizações a reclusos detidos em celas consideradas desumanas e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) ainda tem mais de 850 queixas pendentes.
Enquanto o socorro médico não chegava, dois militares da GNR assumiram o controlo da situação e impediram uma tragédia. A rápida intervenção foi decisiva para salvar a vida de um homem em paragem cardiorrespiratória.
Onze distritos de Portugal continental vão estar na terça-feira sob aviso amarelo à previsão de chuva por vezes forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um incêndio que terá tido origem numa lareira consumiu hoje, totalmente, uma habitação em Vilarinho de Arcos, concelho de Montalegre, deixando desalojado um homem de 98 anos, revelou à Lusa fonte da GNR local.