Bielorrússia impede cidadãos de renovarem o passaporte fora do país

© D.R.

O presidente da Bielorrússia assinou hoje um decreto proibindo os cidadãos de renovarem o passaporte a partir do estrangeiro e que poderá forçar quem saiu do país por motivos políticos a regressar para manter atualizados os documentos de viagem.

Entre 200.000 a 300.000 bielorrussos abandonaram o país nos últimos três anos, na sequência dos protestos massivos contra mais uma reeleição do Presidente Aleksander Lukashenko, e que implicou uma ampla vaga repressiva contra a oposição.

A oposição local e diversas capitais ocidentais consideraram que os resultados foram manipulados.

O decreto de Lukashenko prevê que um passaporte bielorrusso apenas pode ser renovado no local onde o seu proprietário estava registado como residente antes de deixar o país.

A líder da oposição Sviatlana Tsikhanouskaya, que fugiu para a Lituânia após desafiar Lukashenko nas presidenciais de 2020, emitiu um aviso aos bielorrussos ao referir que “mesmo que o vosso passaporte fique caducado, não devem regressar ao vosso país caso arrisquem perseguição”.

Tsikhanouskaya indicou à agência noticiosa Associated Press (AP) que a Polónia e a Lituânia emitiram os designados “passaportes estrangeiros” destinados aos bielorrussos e que lhes permitem permanecer nesses países.

A organização de direitos humanos bielorrussa Viasna indicou que mais de 1.500 pessoas estão atualmente detidas na Bielorrússia por motivos políticos.

Jornalistas e ativistas bielorrussos têm enfrentado uma repressão em larga escala desde a votação presidencial de agosto de 2020, que deu um sexto mandato a Lukashenko.

Últimas do Mundo

O antigo ministro trabalhista britânico Peter Mandelson foi detido hoje em Londres sob suspeita de má conduta em cargo público, anunciou a Polícia Metropolitana.
O calor extremo aumentou cerca de 10 vezes na maioria das regiões da Europa central e do sul entre 2010 e 2024, em comparação com o período 1961/1990, indica um estudo divulgado hoje.
Um homem de nacionalidade sueca, procurado pela Interpol e que detinha passaporte diplomático como conselheiro especial do Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, foi detido pela Polícia Judiciária são-tomense, na ilha do Príncipe, disse hoje à Lusa fonte judiciária.
Os dois executores do testamento de Jeffrey Epstein propuseram um acordo de 25 milhões de dólares (21,2 milhões de euros) às vítimas do criminoso sexual norte-americano que interpuseram uma ação coletiva contra ambos, segundo uma minuta hoje publicada.
As forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 pessoas e desmantelaram redes de cibercrime que extorquiram um total de 38 milhões de euros a centenas de vítimas, anunciou hoje a Interpol.
A polícia do Reino Unido deteve hoje Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, por suspeita de má conduta em cargo público, noticiaram meios de comunicação social britânicos.
A plataforma de transmissão de vídeos YouTube admitiu que está a sofrer hoje interrupções em vários países, incluindo Portugal e os Estados Unidos.
O Governo de Espanha desbloqueou hoje 7.000 milhões de euros de ajudas a pessoas, empresas e municípios afetadas pelas tempestades das últimas semanas no país.
A Comissão Europeia iniciou hoje uma investigação formal à chinesa Shein por suspeitas de design aditivo, falta de transparência nas recomendações e venda de produtos ilegais na União Europeia (UE), incluindo conteúdos associados a abuso sexual de menores.
Peritos da ONU defendem hoje que os arquivos do pedófilo norte-americano Jeffrey Epstein mostram atrocidades de tal magnitude, carácter sistemático e alcance transnacional que poderiam ser consideradas legalmente como “crimes contra a humanidade”.