Grécia quer novo acordo com a Turquia para evitar aumento de migrantes

O ministro grego da Migração e do Asilo, Dimitris Kairidis, defendeu que a União Europeia deve chegar a um novo acordo com a Turquia para evitar o aumento do fluxo de migrantes ilegais na Europa.

© D.R.

Em declarações ao diário alemão Bild, o ministro argumentou que o número crescente de migrantes que chegam ao seu país tem origem na Turquia e apelou à Alemanha para mediar o estabelecimento de um novo acordo.

A Turquia ocupa uma posição-chave no combate à migração irregular, uma vez que os migrantes utilizam predominantemente a rota do Mediterrâneo Oriental na sua tentativa de chegar aos países europeus, disse Kairidis.

“Queremos desenvolver uma melhor cooperação com a Turquia, especialmente no que diz respeito à migração. Acredito que juntos, podemos combater melhor a migração irregular”, referiu.

Observando que Ancara e Berlim têm uma relação próxima em várias vertentes, o ministro grego defendeu que Berlim “alavanque a sua influência para benefício de todos” e “exorte a Turquia a negociar um acordo honesto que permita reconstruir as relações da Turquia com o Ocidente e a Europa”.

O Ministério do Interior turco confirmou recentemente a sua colaboração com o Reino Unido para combater a migração ilegal, revelando um novo acordo para partilha de informações, particularmente no combate aos traficantes de migrantes.

“Na luta contra a migração irregular e os traficantes de migrantes, que é um problema global, estamos a manter conversações bilaterais com os países de origem, trânsito e destino da migração, incluindo o Reino Unido”, afirmou o ministério de Ancara em 10 de agosto.

Durante as últimas décadas, a Grécia tem sido um dos pontos de entrada para a União Europeia mais utilizados por pessoas oriundas do Médio Oriente, África e Ásia, que fogem de conflitos ou de situações de pobreza e que procuram melhores condições de vida na Europa.

Mais de 14 mil pessoas chegaram à Grécia por terra e mar este ano, segundo dados das Nações Unidas, o que representa cerca de um décimo do total de travessias bem-sucedidas do Mediterrâneo, a maioria das quais — cerca de 104 mil — teve como destino a Itália, outro país que está na chamada “linha da frente” no que diz respeito à imigração irregular.

A Grécia é abrangida pela rota do Mediterrâneo Oriental, normalmente efetuada entre as costas turcas e as ilhas gregas.

A Turquia e várias organizações não-governamentais (ONG) acusam a Grécia de efetuarem repatriamentos forçados e imediatos (processo designado como ‘pushback’) de migrantes em situação irregular.

De acordo com dados oficiais de Ancara, entre 2014 e 2022, um total de 1,8 milhões de migrantes indocumentados foram intercetados na Turquia, 35 dos quais eram cidadãos do Afeganistão.

Em 2016, Bruxelas e Ancara assinaram um acordo segundo o qual todos os migrantes que chegassem da Turquia às ilhas gregas de maneira irregular seriam devolvidos à Turquia. Por cada sírio que regressasse, outro seria recolocado na UE.

Em troca, Bruxelas prometeu dar a Ancara 6 mil milhões de euros para ajudar a acomodar os sírios, além da liberalização de vistos para cidadãos turcos.

Últimas de Política Internacional

O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.
O Tribunal Constitucional da Polónia ordenou hoje a proibição imediata do Partido Comunista da Polónia (KPP), alegando que os objetivos e atividades do partido, refundado em 2002, violam a Constituição.
A Administração Trump suspendeu todos os pedidos de imigração provenientes de 19 países considerados de alto risco, dias após um tiroteio em Washington que envolveu um cidadão afegão, anunciou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Federica Mogherini, reitora do Colégio da Europa e ex-chefe da diplomacia da União Europeia (UE), foi indiciada pelos crimes de corrupção, fraude, conflito de interesse e violação de segredo profissional, revelou a Procuradoria Europeia.