Presidente da República defende novas abordagens no combate à pobreza

O Presidente da República alertou hoje para a necessidade de novas abordagens e modelos de ação no combate à pobreza, alegando que o país não se pode conformar com quase dois milhões de pobres.

© Presidência da República

“Neste dia de outubro, uma mensagem persiste e repete-se todos os anos: a de que quase dois milhões de portugueses são pobres, sendo essa uma realidade com a qual não nos podemos conformar”, adianta Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Na mensagem publicada no `site´ da Presidência, o chefe de Estado assinala os “passos positivos” na identificação das causas, no diagnóstico dos problemas e no avanço de uma Estratégia Nacional de Combate à Pobreza publicada em 2021, com “ambição de se concretizar até 2030”, mas salienta que “são necessárias mais do que medidas ou apoios avulsos que, sem a devida monitorização e avaliação, nunca se constituirão como estratégicos”.

“É, pois, importante, que esta data sirva para reforçar o alerta face às novas realidades que têm agravado as condições de pobreza, exigindo novas abordagens e modelos de ação para o seu combate”, alerta o Presidente da República.

Só assim se “poderá equacionar a retirada de 660 mil pessoas da situação de pobreza”, reduzindo para metade a taxa de pobreza nas crianças e entre trabalhadores, objetivo traçado e que “todos desejamos alcançar”, sublinha Marcelo Rebelo de Sousa.

O plano de ação para o período 2022-2025 da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza vai ser apresentado hoje, depois de ter sido aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros.

Segundo o Governo, este plano “é um instrumento de planeamento fundamental” e fixa seis eixos de atuação e 14 objetivos estratégicos.

A Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030, que foi aprovada no final de 2021, visa, entre outras medidas, reduzir para 10% a população em situação de pobreza até ao final da década.

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