Produção total de renováveis representou 85% do total de eletricidade até final setembro

A produção total de energias renováveis representou 85% da produção total de eletricidade nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 7% face ao período homólogo, segundo os dados operacionais previsionais da EDP hoje divulgados.

© D.R.

A informação comunicada pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) destaca o aumento de 58% da produção hídrica na Península Ibérica relativamente ao período homólogo nos primeiros nove meses do ano (+21% no terceiro trimestre).

No final de setembro, “os níveis de reservatórios hídricos em Portugal permaneceram nos 69%, em máximos históricos (16 pontos percentuais acima da média) dos últimos 10 anos para esta altura do ano, o que suporta as perspetivas de produção hídrica para os meses seguintes”, referem os dados operacionais previsionais da EDP.

Nos últimos 12 meses, a EDP adicionou +1,8 GW (gigawatt) de projetos renováveis, atingindo uma capacidade instalada Eólica e Solar de 15,4 GW em setembro de 2023, mais 6% ou mais 0,9 GW relativamente ao período homólogo.

Quanto à energia solar distribuída, a EDP atingiu uma capacidade instalada de 1GW, o que representa cerca de 40% do portfólio total de solar nos primeiros nome meses do ano e um aumento de 78% face ao período homólogo.

A produção eólica e solar aumentou 4% face ao período homólogo, como resultado da maior capacidade instalada em solar, apesar dos menores recursos eólicos e solares comparativamente aos primeiros nove meses do ano passado, com a Europa e a América do Norte a representarem 33% e 50% do total de produção, respetivamente.

No mesmo período, a produção na América do Sul e Ásia Pacífico aumentou 83% em termos homólogos, “impulsionada pela maior capacidade solar na Ásia Pacífico”, acrescenta a empresa.

A EDP refere igualmente que “o plano de rotação de ativos para 2023 continua a evoluir positivamente, com duas transações concluídas em Espanha e na Polónia, representando um total de 0,4 GW de capacidade”. As mais-valias destas transações serão contabilizadas no terceiro trimestre de 2023.

A produção térmica diminuiu 54% em termos homólogos (-58% de carvão, diminuindo o peso no total da produção para 6,0%), o que resulta da recuperação hídrica e do aumento da produção renovável.

No Brasil, a produção de carvão continuou a zero nos primeiros nove meses de 2023 e em setembro a EDP assinou o acordo para a venda de 80% da central a carvão de Pecém, com 720 MW de capacidade instalada.

O volume de eletricidade comercializado na P. Ibérica, diminuiu 10% em termos homólogos, refletindo a diminuição dos volumes vendidos a clientes empresariais em Espanha. No Gás, os volumes vendidos diminuíram 31% relativamente aos primeiros nove meses do ano passado.

A eletricidade distribuída até final der setembro diminuiu 1% na Península Ibérica (+0,4% em Portugal) e aumentou 2% no Brasil face ao período homólogo. Neste período, o número de pontos de ligação aumentou 1% na Península Ibérica e 3% no Brasil.

“A atualização das tarifas de acesso em Portugal, em vigor desde 1 de julho, e a venda de €300 milhões de desvio tarifário em setembro resultaram na desaceleração do crescimento dos ativos regulatórios em Portugal” no terceiro trimestre do ano, refere a EDP.

A empresa acrescenta ainda que a proposta do regulador de tarifas e preços para a energia elétrica em 2024, anunciada na segunda-feira, “garante as condições necessárias para a conclusão de novas securitizações de ativos regulatórios até ao final do ano”.

Últimas de Economia

A prestação da casa vai subir em outubro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
Portugal poderá passar de 6,3 mil milhões de euros em juros da dívida este ano para 9,4 mil milhões em 2030. Conselho das Finanças Públicas alerta para condições de financiamento mais adversas e antecipa o regresso dos défices já em 2027.
A taxa de inflação aumentou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, novamente impulsionada pelo preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O presidente do CHEGA considera que o diploma, "tal como está, não serve" e alerta para o aumento do custo da habitação. Ventura diz que as rendas estão a subir "brutalmente" e considera as medidas prejudiciais tanto para proprietários como para arrendatários.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Arrendar casa ficou ainda mais caro. Novos contratos atingiram uma renda mediana de 10,17 euros por metro quadrado entre abril e junho, mais 10,2% do que há um ano. Lisboa continua no topo, com 17,79 euros por metro quadrado.
Escalada dos juros junta-se ao aumento dos combustíveis e dos preços no supermercado. Quase um milhão de famílias com crédito à habitação a taxa variável estão expostas às oscilações da Euribor e, em alguns casos, a prestação mensal já aumentou mais de 100 euros.
As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, atentas de novo à evolução do preço do petróleo, que está a subir, e dos juros das dívidas soberanas, que continuam em alta.
O líder parlamentar do CHEGA saiu da reunião com o Governo a criticar as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2027. Pedro Pinto acusa o Executivo de não apresentar medidas para responder às dificuldades dos portugueses e lamenta a ausência de novas descidas de impostos.
Quase sete em cada dez empresas ouvidas pela Deloitte dão nota negativa ao sistema fiscal português e 97% consideram-no complexo. Justiça tributária, burocracia e carga fiscal estão entre os principais entraves apontados à competitividade e ao investimento em Portugal.