JSD do Porto propõe eleição de líder do PSD através de primárias

A JSD Distrital do Porto pediu à direção do PSD para propor, no próximo congresso, que o líder social-democrata passe a ser escolhido através do modelo de eleições primárias, abertas a militantes e cidadãos.

© Facebook/JSD

A proposta será apresentada no congresso extraordinário do partido de 25 de novembro, em Almada, que terá na ordem de trabalhos a alteração dos estatutos e a análise da situação política.

Num comunicado assinado pelo secretário-geral, Alexandre Galiza, a JSD Distrital do Porto lamenta que a sociedade civil esteja “cada vez mais distante” dos partidos, que “entrincheiraram-se em núcleos base”.

A distrital defende que a eleição através de primárias “irá ajudar a alargar a base de representatividade e, sobretudo, a legitimidade do presidente eleito”.

As primárias “aproximam o partido dos cidadãos que não têm militância ativa, mas que se interessam pelo PSD, pela política e pelo país, em especial num momento em que os partidos são vistos como cada vez menos representativos”, referiu o comunicado.

A proposta enviada à Lusa prevê que as primárias sejam precedidas por um congresso ordinário, no qual qualquer militante poderá apresentar uma lista candidata à liderança do PSD.

Apenas poderiam ir a eleições primárias as listas que obtivessem, pelo menos, 15 dos votos dos congressistas, o que “incrementa o debate prévio entre os potenciais candidatos”, sublinhou a JSD Distrital do Porto.

Além disso, o PSD manteria “o mínimo de controlo desejável sobre as eleições primárias subsequentes, evitando a eventual captura por grupos de interesses” assim como “ingerências externas”, referiu a proposta.

Aqueles que não são militantes do PSD poderiam votar nas primárias do partido desde que se inscrevessem como simpatizantes, acrescenta o documento.

A eleição do líder através de primárias é uma das quatro propostas da JSD Distrital do Porto para “aproximar o partido à sociedade”, que incluem ainda “uma política de sede aberta” e “mais autonomia na elaboração das listas”.

Na segunda-feira, um grupo de conselheiros nacionais do PSD pediu também à direção do partido para propor que o líder social-democrata passe a ser escolhido através de primárias.

Últimas de Política Nacional

Referências às FP-25 e acusações sobre a Constituinte levam antigos deputados da extrema-esquerda e da esquerda a sair do hemiciclo em protesto. "Essa é a verdade! Não vale a pena sair porque a verdade continuará a ser dita da mesma forma", diz o presidente do CHEGA quando começam a abandonar a sala.
André Ventura defende a abertura de um debate e a revisão da Constituição, no ano em que se assinalam os seus 50 anos, criticando referências à extrema-esquerda e recordando vítimas de violência política.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento onde defende um reforço das medidas de proteção para os cidadãos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, face à instabilidade política e social que continua a marcar o país.
Portugal passa a ter uma nova lei da nacionalidade, com o CHEGA a garantir a introdução da perda de nacionalidade para condenados por crimes graves.
O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.
A nova empresa do ex-ministro do Ambiente do PS Duarte Cordeiro, a consultora Shiftify, concentra figuras com ligações ao Partido Socialista na sua estrutura.
O CHEGA garantiu a aprovação de um conjunto de alterações profundas ao modelo de mobilidade aérea para as Regiões Autónomas, numa decisão que o partido considera essencial para pôr fim às falhas que têm marcado o acesso às ligações entre o continente, a Madeira e os Açores.
O presidente do CHEGA revelou hoje que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”, acusando o PSD de não conseguir “ser menos socialista do que os socialistas”.
O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.