Maersk vai cortar 10.000 empregos devido a “dificuldades” no negócio de contentores

A empresa de transportes marítimos Maersk anunciou hoje que vai eliminar 10.000 postos de trabalho devido ao "difícil ambiente" que se vive ao nível do comércio internacional de contentores e serviços de logística.

© D.R.

Esta medida irá resultar numa poupança avaliada em 600 milhões de dólares (cerca de 564 milhões de euros) em 2024, explicou a empresa aquando da apresentação dos resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre deste ano.

A Maersk, que tem a sua sede em Copenhaga, indicou hoje ter alcançado lucros antes de impostos de 691 milhões de dólares no terceiro trimestre deste ano, contra 9.100 milhões de dólares no mesmo período do ano passado.

“As condições de mercado desafiadoras, resultando de taxas de frete substancialmente mais baixas em comparação com as taxas anormalmente altas em 2022”, justificam a queda dos lucros antes de impostos registados no período em análise.

O presidente-executivo da AP Moller-Maersk, Vincent Clerc, disse que a Maersk vai continuar a “otimizar” a sua organização, bem como as operações.

“A nossa indústria está a enfrentar um novo normal com procura moderada, preços em linha com os níveis históricos e a pressão inflacionista na nossa base de custos”, salientou ainda o gestor.

“Tendo em conta os tempos difíceis que se avizinham, acelerámos várias medidas de contenção de custos e de tesouraria para salvaguardar o desempenho financeiro”, acrescentou.

Últimas de Economia

O preço por litro do gasóleo deverá aumentar 15 cêntimos e o da gasolina avançar 12 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, segundo a estimativa do Automóvel Club de Portugal (ACP).
Os preços homólogos da produção industrial aumentaram 5,8% na zona euro e 5,6% na União Europeia (UE) em julho, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Quase metade dos europeus só consegue comprar o equivalente a um apartamento com até 50 metros quadrados, revela um novo estudo da Universidade Técnica de Viena, que inclui o mercado de habitação português entre os "sistematicamente inacessíveis".
A escalada do petróleo nos mercados internacionais ameaça provocar uma subida de 14 cêntimos por litro no gasóleo e de sete cêntimos na gasolina.
Os novos contratos de empréstimos para habitação aumentaram 166 milhões de euros em julho, para 2.345 milhões de euros, atingindo o valor mais elevado da série, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo, para 1,59%, tendo o montante de novas operações de depósito atingido um máximo histórico, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.