Maersk vai cortar 10.000 empregos devido a “dificuldades” no negócio de contentores

A empresa de transportes marítimos Maersk anunciou hoje que vai eliminar 10.000 postos de trabalho devido ao "difícil ambiente" que se vive ao nível do comércio internacional de contentores e serviços de logística.

© D.R.

Esta medida irá resultar numa poupança avaliada em 600 milhões de dólares (cerca de 564 milhões de euros) em 2024, explicou a empresa aquando da apresentação dos resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre deste ano.

A Maersk, que tem a sua sede em Copenhaga, indicou hoje ter alcançado lucros antes de impostos de 691 milhões de dólares no terceiro trimestre deste ano, contra 9.100 milhões de dólares no mesmo período do ano passado.

“As condições de mercado desafiadoras, resultando de taxas de frete substancialmente mais baixas em comparação com as taxas anormalmente altas em 2022”, justificam a queda dos lucros antes de impostos registados no período em análise.

O presidente-executivo da AP Moller-Maersk, Vincent Clerc, disse que a Maersk vai continuar a “otimizar” a sua organização, bem como as operações.

“A nossa indústria está a enfrentar um novo normal com procura moderada, preços em linha com os níveis históricos e a pressão inflacionista na nossa base de custos”, salientou ainda o gestor.

“Tendo em conta os tempos difíceis que se avizinham, acelerámos várias medidas de contenção de custos e de tesouraria para salvaguardar o desempenho financeiro”, acrescentou.

Últimas de Economia

A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 2,1% para 1,9% este ano.