Maersk vai cortar 10.000 empregos devido a “dificuldades” no negócio de contentores

A empresa de transportes marítimos Maersk anunciou hoje que vai eliminar 10.000 postos de trabalho devido ao "difícil ambiente" que se vive ao nível do comércio internacional de contentores e serviços de logística.

© D.R.

Esta medida irá resultar numa poupança avaliada em 600 milhões de dólares (cerca de 564 milhões de euros) em 2024, explicou a empresa aquando da apresentação dos resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre deste ano.

A Maersk, que tem a sua sede em Copenhaga, indicou hoje ter alcançado lucros antes de impostos de 691 milhões de dólares no terceiro trimestre deste ano, contra 9.100 milhões de dólares no mesmo período do ano passado.

“As condições de mercado desafiadoras, resultando de taxas de frete substancialmente mais baixas em comparação com as taxas anormalmente altas em 2022”, justificam a queda dos lucros antes de impostos registados no período em análise.

O presidente-executivo da AP Moller-Maersk, Vincent Clerc, disse que a Maersk vai continuar a “otimizar” a sua organização, bem como as operações.

“A nossa indústria está a enfrentar um novo normal com procura moderada, preços em linha com os níveis históricos e a pressão inflacionista na nossa base de custos”, salientou ainda o gestor.

“Tendo em conta os tempos difíceis que se avizinham, acelerámos várias medidas de contenção de custos e de tesouraria para salvaguardar o desempenho financeiro”, acrescentou.

Últimas de Economia

Os aeroportos portugueses movimentaram 68,9 milhões de passageiros de janeiro a novembro, mais 4,7% do que no mesmo período de 2024, enquanto o tráfego de mercadorias registou uma subida mais moderada, de 0,3%, indicou hoje o INE.
A inflação até baixou em 2025, mas a carteira dos portugueses não sentiu alívio. Carne, rendas, seguros e refeições fora de casa subiram bem acima da média, mantendo o custo de vida sob forte pressão.
A inflação homóloga nos países da OCDE, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), baixou para 3,9% em novembro de 2025, com o retorno dos preços na alimentação.
Os preços globais dos alimentos registaram uma subida média de 4,3% em 2025, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 16% até novembro de 2025, face ao período homólogo, totalizando 515, o que supera o total de todo o ano de 2024, segundo dados divulgados hoje pela DGERT.
O consumo diário de energia elétrica em Portugal voltou a bater recordes esta semana, atingindo na quinta-feira um novo máximo histórico de 192,3 Gigawatt-hora (GWh), segundo dados da REN divulgados hoje.
As exportações de bens caíram 1,7% e as importações recuaram 7,9% em novembro de 2025, em termos homólogos, acumulando um crescimento de 0,6% e 4,3% desde o início do ano, divulgou hoje o INE.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em novembro face ao mesmo mês de 2024, com a mão-de-obra a subir 8,7% e os materiais 1,0%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
A criação de novas empresas atingiu um máximo histórico em 2025, ano em que foram constituídas de 53.030 empresas, mais 3,1% que em 2024, de acordo com o Barómetro da Informa D&B divulgado hoje.
As compras nos centros comerciais com pagamento eletrónico cresceram 10% em 2025, com os fins de semana a representarem mais de um terço da faturação, indica um estudo realizado para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).