Maersk vai cortar 10.000 empregos devido a “dificuldades” no negócio de contentores

A empresa de transportes marítimos Maersk anunciou hoje que vai eliminar 10.000 postos de trabalho devido ao "difícil ambiente" que se vive ao nível do comércio internacional de contentores e serviços de logística.

© D.R.

Esta medida irá resultar numa poupança avaliada em 600 milhões de dólares (cerca de 564 milhões de euros) em 2024, explicou a empresa aquando da apresentação dos resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre deste ano.

A Maersk, que tem a sua sede em Copenhaga, indicou hoje ter alcançado lucros antes de impostos de 691 milhões de dólares no terceiro trimestre deste ano, contra 9.100 milhões de dólares no mesmo período do ano passado.

“As condições de mercado desafiadoras, resultando de taxas de frete substancialmente mais baixas em comparação com as taxas anormalmente altas em 2022”, justificam a queda dos lucros antes de impostos registados no período em análise.

O presidente-executivo da AP Moller-Maersk, Vincent Clerc, disse que a Maersk vai continuar a “otimizar” a sua organização, bem como as operações.

“A nossa indústria está a enfrentar um novo normal com procura moderada, preços em linha com os níveis históricos e a pressão inflacionista na nossa base de custos”, salientou ainda o gestor.

“Tendo em conta os tempos difíceis que se avizinham, acelerámos várias medidas de contenção de custos e de tesouraria para salvaguardar o desempenho financeiro”, acrescentou.

Últimas de Economia

O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.
O relatório final dos peritos europeus confirma que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforçar tanto os quadros regulatórios como a coordenação entre operadores da rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos semelhantes.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal pode ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.
O índice de preços na produção industrial (IPPI) caiu 3,5% em fevereiro, face ao mesmo mês de 2025, devido à redução dos preços da energia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.
O Banco Central Europeu recebeu 416 denúncias de infrações em 2025, um número semelhante às 421 de 2024, mas superior às 355 de 2023, indica um relatório da instituição divulgado hoje.
As energias renováveis garantiram 79,0% da eletricidade produzida em Portugal continental nos dois primeiros meses do ano, o terceiro melhor registo da Europa em termos de incorporação renovável, informou hoje a Apren.