23 Junho, 2024

Exército israelita anuncia expansão das operações na Faixa de Gaza

O Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Herzi Halevi, anunciou hoje que o exército vai expandir as operações para desmantelar todo o "sistema militar" do Hamas no norte da Faixa de Gaza.

©Facebook Israel Reports

Os militares concentraram as suas operações no norte e, embora este trabalho ainda não esteja concluído, Halevi apelou a que “cada vez mais regiões” sejam visadas, de acordo com uma declaração feita para as tropas que participam nesta ofensiva militar, tornada pública pelas próprias Forças de Defesa de Israel (FDI).

As forças armadas continuam a enviar mensagens à população de Gaza que ainda se encontra no norte para se deslocar para as zonas do sul, alegando, entre outras coisas, que o Movimento de Resistência Islâmica Hamas “perdeu o controlo” da parte norte da Faixa de Gaza.

O exército israelita anunciou hoje novas pausas em vigor até às 16:00 horas locais para aqueles que pretendam deslocar-se para sul.

Além disso, as FDI confirmaram uma “suspensão tática” das atividades militares entre as 10:00 e as 14:00 horas na cidade de Rafah, um ponto de passagem para aqueles que podem atravessar a fronteira com o Egito. Israel mantém bloqueadas todas as outras passagens fronteiriças para Gaza.

Cerca de 1,6 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas na Faixa de Gaza, o equivalente a 70% da população, segundo a ONU, que questionou eventuais medidas de deslocação forçada ou de punição coletiva de civis.

O ataque sem precedentes do grupo islamita palestiniano Hamas contra o sul de Israel em 07 de outubro deixou mais de 1.200 mortos e mais de 200 sequestrados.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza, e impôs um cerco total ao território com o corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

Segundo as autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas desde 2007, a ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza já matou 11 mil pessoas em bombardeamentos e operações terrestres.

Agência Lusa

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