Trabalhadores em greve e dias de trabalho perdidos sobem mais de 40% em 2022

Novos dados abrangem as greves realizadas em 2022, no continente, em todos os setores de atividade, à exceção da administração pública. Transportes, saúde e indústria foram os mais afetados.

© Facebook/FNAM

As greves realizadas em 2022 fora da administração pública totalizaram 166, mais nove face ao ano anterior, resultando num aumento em 43% de trabalhadores em greve e em mais 41% de dias de trabalho perdidos, segundo estatísticas oficiais.

Os dados constam do relatório elaborado pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com base nas estatísticas da Direção-Geral do Emprego e Relações do Trabalho (DGERT), que abrangem as greves realizadas em 2022, no continente, em todos os setores de atividade, à exceção da administração pública.

No primeiro ano maioritariamente sem confinamento, em 2022, após a pandemia de Covid-19, registaram-se 166 greves, das quais 69,3% de empresa (uma única entidade empregadora) e 30,7% de pluriempresa (várias entidades empregadoras).

O número de trabalhadores em greve totalizou 41.572, um aumento em 43% face a 2021. Já os dias de trabalho perdidos atingiram os 47.023, uma subida homóloga em 41%, segundo o relatório.

O número de empresas com trabalhadores em greve subiu em 2022, face ao ano anterior, de 238 para 348 (46,2%), com o maior aumento registado nas empresas de dimensão inferior a 500 pessoas ao serviço.

Entre os setores com maior número de greves estão os transportes e armazenagem, atividades de saúde humana e apoio social e as indústrias transformadoras.

As reivindicações de caráter salarial (50,5%) e as condições de trabalho (20,5%) foram os motivos mais apontados, tendo, no total das greves, o resultado sido recusado em 55,2% dos casos e parcialmente aceite em 39,5%.

Quase dois terços das greves (62,7%) teve a duração de um dia, enquanto 24,1% das greves de empresa duraram de dois a cinco dias. Em 2022 foram realizadas, ainda, 19 greves ao trabalho suplementar, de acordo com o relatório.

Últimas do País

Álcool ao volante, permanência ilegal em Portugal, armas proibidas, droga e documentos falsificados. Uma operação especial da GNR realizada nos concelhos de Grândola, Moita e Sesimbra terminou com 16 pessoas detidas, 60 autos de contraordenação e várias apreensões.
Homem de 33 anos era procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir cinco anos de prisão pelo sequestro da ex-companheira, mãe dos seus filhos. O crime ocorreu em 2017 e o suspeito refugiou-se em Portugal em 2022, depois de ter conhecimento da acusação. Foi agora localizado e detido pela PJ na Guarda.
Mulher é suspeita de ter incendiado uma maca nas Urgências do Hospital de Santa Maria e, depois de abandonar o local, uma viatura estacionada no parque da unidade hospitalar. A Polícia Judiciária deteve a paciente após esta ter recebido alta.
O corpo de um homem aparentando "entre os 30 e os 40 anos" foi hoje encontrado no areal, no norte do concelho da Figueira da Foz, após um popular ter dado o alerta, disse o comandante da capitania.
Mais de mil menores ficaram órfãos entre 2004 e 2018 na sequência de crimes em contexto familiar. E a tragédia continua: desde 2020, pelo menos outros 72 menores ficaram sem um dos progenitores na sequência de crimes associados à violência doméstica.
Dois homens, de 36 e 47 anos, foram detidos no Aeroporto Humberto Delgado quando, segundo a Polícia Judiciária, se preparavam para introduzir em Portugal cocaína suficiente para cerca de 342 mil doses individuais. Ambos ficaram em prisão preventiva.
Tribunal de Loures condenou a 16 anos de prisão um professor de música, de 40 anos, por crimes cometidos contra uma jovem que tinha apenas 12 anos quando começaram os contactos de natureza sexual. Os abusos prolongaram-se durante vários anos. Arguido terá ainda incentivado a troca e o armazenamento de vídeos pornográficos e terá de indemnizar a vítima em 56 mil euros.
Tinha sido autuado por conduzir sob o efeito do álcool e notificado de que estava impedido de conduzir. Ainda assim, voltou ao carro e arrancou em fuga. Dois agentes da PSP foram atingidos e ficaram feridos durante a madrugada desta segunda-feira, em Portimão.
O tempo de espera nas urgências voltou esta segunda-feira a subir em alguns hospitais, com doentes urgentes a aguardarem quase 10 horas para serem vistos por um médico, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Mais de 60 concelhos de 10 distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar elevadas na generalidade do território, segundo o IPMA.