Caso das golas antifumo chega hoje ao debate instrutório

O debate instrutório do caso das golas antifumo arranca hoje, às 10:00, no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, mais de quatro anos após ter agitado o Governo e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

© Facebook da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

O caso levou em 2019 a demissões no Governo, num processo no qual estão em causa alegados crimes de fraude na obtenção de subsídio, participação económica em negócio e abuso de poder.

Entre os 19 arguidos (14 pessoas e cinco empresas) estão o ex-secretário de Estado da Proteção Civil José Artur Neves e o ex-presidente da ANEPC Mourato Nunes, numa acusação revelada pelo Ministério Público (MP) em julho de 2022, na sequência das suspeitas sobre a compra de golas de autoproteção no programa “Aldeia Segura – Pessoas Seguras”, lançado na sequência dos incêndios florestais de 2017.

O Ministério Público vai efetuar as suas alegações finais, seguindo-se as intervenções das defesas dos arguidos perante a juíza de instrução Ana Margarida Correia.

A fase de instrução – fase processual facultativa para avaliar se há indícios suficientes para levar os arguidos a julgamento e quais os crimes pelos quais serão pronunciados – começou em março.

A marcação do debate instrutório esteve suspensa algum tempo devido a uma decisão sobre recursos ligados ao processo que estava pendente no Tribunal da Relação de Lisboa e que apenas chegou no dia 31 de outubro. Em causa estava uma sucessão de despachos entre novembro e dezembro de 2021 dos então dois juízes do Tribunal Central de Instrução Criminal – Carlos Alexandre e Ivo Rosa -, com ambos a anularem decisões do outro magistrado.

A Relação de Lisboa acabou por validar como prova os emails (e outras comunicações) que tinham sido apreendidos e foram usados na acusação do MP, anulando o entendimento de Ivo Rosa e confirmando o que tinha sido previamente decidido por Carlos Alexandre.

A investigação deste processo identificou “ilegalidades com relevo criminal em vários procedimentos de contratação pública” no âmbito do programa “Aldeia Segura – Pessoas Seguras”, que foi cofinanciado pelo Fundo de Coesão, considerando que causou prejuízos para o Estado no valor de 364.980 euros, supostamente desviados a favor dos arguidos.

Últimas do País

A justiça francesa emitiu, em março, um mandado de detenção europeu contra Cédric Prizzon, suspeito de duplo homicídio de duas mulheres em Portugal, onde foi detido e se encontra em prisão preventiva.
Seis pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, na sequência de uma explosão ocorrida na manhã de hoje num café no concelho do Seixal, no distrito de Setúbal, informou fonte da Proteção Civil.
O julgamento de José Sócrates volta a tropeçar antes sequer de começar: o juiz que ia presidir ao processo foi indicado pelo PS para o Conselho Superior da Magistratura, abandona o caso e deixa mais um dos capítulos da Operação Marquês mergulhado em atraso.
Um grupo de especialistas da Universidade de Coimbra (UC) vai apresentar, no início de junho, as conclusões preliminares de um estudo sobre a razão das cheias do Mondego e as suas consequências.
O CHEGA cola-se à AD, encurta a distância para mínimos e André Ventura reforça-se como o rosto que mais portugueses já reconhecem como líder da oposição ao Governo.
A utilização das urgências de Obstetrícia e Ginecologia é mais elevada no Centro, Grande Lisboa e Algarve, enquanto a Península de Setúbal regista os maiores constrangimentos de acesso, com 76,2% dos dias com limitações, acima da média nacional (15,3%).
Há muitos condutores em Portugal a pagar mais do que precisam na Via Verde sem se aperceberem. A principal razão está na escolha do plano, que nem sempre corresponde ao uso real do carro.
O mau tempo está hoje a condicionar o regular movimento de aterragens e descolagens no Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo, havendo seis aviões divergidos e seis chegadas canceladas.
A GNR deteve um casal suspeito de furtar bens alimentares no valor de cerca de 700 euros em vários estabelecimentos comerciais do distrito de Aveiro, informou hoje aquela força de segurança.
Uma operação de fiscalização, em Felgueiras, no distrito do Porto, levou à apreensão de mais de 1.800 artigos contrafeitos, tendo sido constituídos arguidos dois homens suspeitos do crime de contrafação, anunciou hoje a GNR.