ACT está a notificar Global Media do incumprimento por falhas nos salários

O secretário de Estado do Emprego disse hoje que a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) já está a notificar o Global Media Group (GMG) pelo incumprimento relativo à falha nos pagamentos dos salários.

© Facebook da ACT

 

“Se os pagamentos não foram efetuados, como não foram, dos salários do mês de dezembro e do subsídio de Natal, a Global Media está a ser, cada uma das empresas infratoras está a ser notificada, neste preciso momento, pela ACT, da irresponsabilidade em que incorre”, avançou o secretário de Estado Miguel Fontes, que esteve a ser ouvido no parlamento esta manhã, juntamente com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, a pedido do PCP e do BE, sobre a situação no GMG, que engloba o Diário de Notícias, Jornal de Notícias, TSF, entre outros títulos.

O secretário de Estado tinha já dito que, além de “inaceitável”, o não pagamento pontual de salários é uma “contraordenação muito grave”.

Os trabalhadores do grupo de comunicação social não receberam o salário de dezembro, nem o subsídio de Natal que, segundo a empresa, será pago em duodécimos durante este ano, o que não é legal.

A ACT tinha dado às cinco empresas do grupo alvo de ação inspetiva até segunda-feira para regularizar a questão, o que não aconteceu, sendo automaticamente notificada do incumprimento.

Em 28 de dezembro, a Global Media informou os trabalhadores de que não tinha condições para pagar os salários referentes a dezembro, sublinhando que a situação financeira é “extremamente grave”.

A Comissão Executiva não se comprometeu com qualquer data para pagar os salários de dezembro, mas sublinhou que estava a fazer “todos os esforços” para que o atraso fosse o menor possível.

O programa de rescisões na Global Media termina na quarta-feira, dia para o qual também foi convocada uma greve dos trabalhadores do grupo.

Últimas de Economia

O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.
A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.