Polícias da PSP do Algarve chumbaram em teste de tiro como forma de protesto

Vinte e dois dos 24 polícias da PSP que realizaram a certificação de tiro no Algarve chumbaram no teste, correndo o risco de ficarem sem arma e sem fazer serviço no exterior, indicou hoje aquela força de segurança.

© D.R.

Numa resposta enviada à Lusa sobre os polícias que estão a chumbar nos testes de tiro alegadamente como forma de protesto, a direção nacional da Polícia de Segurança Pública confirma que, no final da semana passada, decorreram duas sessões de certificação de tiro com duas turmas de 12 formandos cada, tendo 22 reprovado.

“Estes formandos serão submetidos a uma segunda sessão de certificação de tiro e, se voltarem a reprovar, passarão a desempenhar funções exclusivamente em serviço administrativo, perdendo o direito a auferir suplementos”, avança ainda a PSP.

Fonte policial referiu à Lusa que vários agentes da PSP do Algarve começaram uma nova forma de protesto e estão a chumbar propositadamente no teste prático de tiro para ficarem sem arma e desta forma não poderem ir para o exterior.

A fonte explicou que os polícias da PSP realizam todos os anos testes de formação de tiro para assegurar que estão aptos para usar armas. Caso chumbem a arma é retirada, ficando os polícias em trabalhos administrativos.

A notícia de que os polícias estão a chumbar na formação de tiro foi avançada pela SIC.

Os elementos da PSP e da GNR têm protagonizado vários protestos para exigir um suplemento idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária, tendo a contestação começada há mais de quatro semanas.

A maioria dos protestos tem sido convocada através de redes sociais, nomeadamente ‘WhatsApp’ e ‘Telegram’, tendo surgido recentemente um movimento inorgânico chamado ‘movimento inop’ que não tem intervenção dos sindicatos, apesar de existir a plataforma, criada para exigir a revisão dos suplementos remuneratórios nas forças de segurança.

Nos últimos dias vários polícias da PSP e militares da GNR apresentaram baixas, apesar de a plataforma não assumir que sejam uma forma de protesto.

Entretanto, o ministro da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito urgente à Inspeção Geral da Administração Interna sobre as generalizadas e súbitas baixas médicas apresentadas por polícias.

Últimas do País

Mais de 3.000 episódios de violência contra profissionais do SNS foram registados no ano passado, uma subida de 848 casos relativamente 2024, destacando-se a agressão psicológica, que representa mais metade das situações, segundo dados hoje divulgados.
O Tribunal de Évora condenou hoje um homem a 20 anos e meio de prisão efetiva e outro a 12 anos também de prisão efetiva por roubos e sequestros em agências bancárias de várias localidades do país.
O Ministério Público (MP) acusou um psicólogo de mais de 60 crimes de abuso sexual e 16 de pornografia de menores, praticados no exercício da sua profissão em Alenquer, segundo a acusação a que a Lusa teve hoje acesso.
A Ordem dos Médicos alertou esta terça-feira, 28 de abril, para as barreiras e atrasos no acesso à saúde de quem tem doenças alérgicas e apontou a desatualização da rede de referenciação hospitalar e a não comparticipação da imunoterapia com alergénicos.
A Operação Marquês começa a desfazer-se esta semana com a prescrição dos crimes de corrupção ligados a Vale do Lobo, num dos primeiros grandes recuos do processo.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal aumentaram 13,7% em 2025, para um "máximo histórico" de 26,049 milhões, superando pela primeira vez os níveis pré-pandemia (24,5 milhões de viagens em 2019), divulgou hoje o INE.
Dois homens voltaram a assaltar a mesma mercearia em Lisboa no espaço de 24 horas, mas acabaram travados pela PSP com bacalhau, polvo e vários artigos furtados na posse.
A associação de defesa do consumidor Deco Proteste fez várias recomendações, um ano depois do pagamento, nomeadamente a criação e manutenção de um ‘kit’ de emergência, com bens essenciais e estojo de primeiros socorros.
As temperaturas máximas vão descer significativamente na quarta-feira podendo ser de menos 08 graus Celsius em algumas regiões do continente, quebrando-se a possibilidade de uma onda de calor, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Há casas municipais ocupadas sem contrato, rendas que ficam por pagar durante anos e até situações em que a mesma casa é usada por várias pessoas em turnos. O cenário não é novo, mas continua pouco transparente. E é isso que o CHEGA quer mudar.