Travessias irregulares para UE caem em janeiro mas sobem nas Canárias

As travessias irregulares para a União Europeia (UE) recuaram em janeiro para cerca de 14 mil, uma queda de um terço face ao mês anterior, mas registou-se um aumento das chegadas às ilhas Canárias, divulgou hoje a Frontex.

© Facebook Open Arms

De acordo com os dados hoje publicados pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, o número de travessias detetadas está em linha com aquele registado no mesmo mês do ano passado, tendo quase todas as rotas migratórias registado uma descida mensal, que variou entre recuos de 71% no Mediterrâneo Central e de 30% nos Balcãs Ocidentais, mas a rota da África Ocidental contrariou a tendência de descida.

Segundo a Frontex, “no período habitualmente calmo de janeiro”, o número de chegadas irregulares a território da UE através da rota da África Ocidental superou os 6.600, quase 50% mais do que em dezembro e 10 vezes mais do que há um ano, tendo a região sido responsável por quase metade de todas as passagens irregulares das fronteiras detetadas em janeiro.

A agência explica o aumento apontando que, “nos últimos meses, os grupos criminosos envolvidos no tráfico de seres humanos na Mauritânia aproveitaram rapidamente as oportunidades oferecidas pelo aumento da procura por parte dos migrantes subsarianos que transitam pelo seu país para entrar na União Europeia através das ilhas Canárias”, onde chegam em pequenas embarcações de pesca normalmente sobrelotadas.

A Frontex sublinha que tem apoiado Espanha à luz desta tendência, com cerca de 170 agentes e funcionários da agência a prestarem assistência nas Canárias e na região do Mediterrâneo Ocidental.

Em janeiro, a Frontex revelou que o número de travessias irregulares para o território da UE em 2023 foi o maior desde 2016, aproximadamente 380.000, e a rota da África Ocidental registou o maior aumento percentual de passagens irregulares.

A agência revela ainda que, no mês passado, o número de pessoas que tentaram chegar de forma irregular ao Reino Unido através da rota do Canal da Mancha ascendeu a cerca de 3.200, neste caso em linha com o valor observado no mês anterior.

Últimas do Mundo

O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A sede da Federação Alemã de Futebol (DFB), em Frankfurt, foi hoje alvo de buscas por parte da polícia relacionadas com suspeitas de corrupção na organização do Euro2024, confirmou o organismo à agência France-Presse (AFP).
As sucessivas ondas de calor que atingem a Europa estão a reacender o debate sobre o uso do ar condicionado, num momento em que vários responsáveis políticos e especialistas defendem soluções que reduzam a dependência destes equipamentos devido ao seu "impacto ambiental".
Pelo menos 1.028 mortes relacionadas com o calor foram registadas em Espanha em junho, segundo dados publicados hoje pelo Instituto de Saúde Carlos III, em Madrid.
A Alemanha deteve hoje um cidadão romeno acusado de tentar fundar uma organização terrorista de extrema-direita para provocar o colapso do Estado e contribuir para a criação de um regime nacional-socialista, anunciou o Ministério Público Federal.
Uma operação conjunta da Polícia Judiciária (PJ) e da Guarda Civil espanhola desmantelou uma rede que se dedicava ao tráfico de pessoas, fez cinco detidos e resgatou dois homens cativos há décadas, anunciaram hoje as autoridades portuguesas.
Pelo menos cinco pessoas morreram hoje num tiroteio na cidade de Stade, no norte da Alemanha, e um suspeito foi detido, segundo os meios de comunicação locais.
O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis ​​na Venezuela devido aos sismos de quarta-feira cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.
Nove portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos dois sismos registados quarta-feira na Venezuela e que causaram centenas de vítimas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.