Papa demite padre Frederico Cunha 31 anos após condenação por homicídio na Madeira

O Papa Francisco decretou a demissão do estado clerical do padre Frederico Cunha, que em 1993 foi condenado na Madeira a 13 anos de prisão por homicídio e abuso sexual de menor, anunciou hoje a Diocese do Funchal.

© D.R.

“No passado dia 16 de fevereiro chegou à Diocese do Funchal a informação de que, levado o caso ao conhecimento do Santo Padre, o Papa Francisco tinha decretado a demissão do estado clerical do Senhor Frederico Marcos da Cunha, e o tinha dispensado das obrigações do celibato”, refere a Diocese em comunicado.

A instituição esclarece que, uma vez que o paradeiro de Frederico Cunha é desconhecido, “o Dicastério para a Doutrina da Fé mandou que se tornasse pública a decisão do Santo Padre no ‘site’ oficial da Diocese, o que agora se realiza”.

Frederico Cunha, natural do Brasil e atualmente com 73 anos, foi condenado em 1993 pelo Tribunal de Santa Cruz, na Madeira, a 13 anos de prisão efetiva pelo homicídio de um jovem de 15 anos, ocorrido no ano anterior, e por abuso sexual de menor.

O corpo do jovem foi encontrado em 02 de maio de 1992 no fundo de uma falésia, na freguesia do Caniçal, no extremo leste da ilha da Madeira.

Frederico Cunha fugiu do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Lisboa, em 1998, durante uma saída precária.

No comunicado, a Diocese do Funchal indica que, em abril de 2023, pediu ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé instruções sobre o modo de proceder no caso do então padre Frederico Cunha.

“Com efeito, apesar de há muitos anos o seu nome não constar do elenco dos sacerdotes da Diocese nem exercer nela qualquer ministério, de facto nunca tinha existido qualquer processo canónico a propósito dos atos de que era acusado”, refere, adiantando que, a pedido daquele Dicastério romano, em setembro de 2023 foram enviadas “algumas aclarações sobre o referido caso”.

Hoje, a Diocese do Funchal tornou pública a decisão do Papa Francisco, que decretou a demissão do estado clerical de Frederico Cunha e o dispensou das obrigações do celibato.

Últimas do País

A GNR da Guarda constituiu cinco arguidos, na quarta-feira, por crimes de burla, no âmbito de uma investigação que decorreu nos distritos do Porto e Coimbra, e apreendeu 4.210 euros em numerário, telemóveis e material informático.
Quatro homens detidos numa operação de combate ao tráfico de droga, em que foram apreendidas quatro toneladas de haxixe e duas embarcações na costa de Setúbal, vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou hoje a GNR.
O presidente do CHEGA pediu hoje ao primeiro-ministro que “volte para Portugal” para que esteja presente na coordenação do combate aos incêndios e possa dar “um puxão de orelhas” ao ministro da Educação por causa dos exames nacionais.
A Polícia Judiciária realizou esta sexta-feira buscas na Junta de Freguesia das Avenidas Novas, presidida pelo PSD. A investigação incide sobre procedimentos administrativos e contratos celebrados com empresas privadas durante o ano de 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou hoje de 10 para 12 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.
Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.
A divulgação dos resultados e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens das provas para corrigir.
Ao contrário do Reino Unido, onde o Governo publica estimativas sobre os custos do sistema de asilo e do apoio aos requerentes de asilo, o Governo não dispõe de um cálculo oficial que permita saber quanto custa, em média, cada imigrante em situação irregular ao Estado.
Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.
Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.