Papa lamenta roubo “cruel” da infância por causa de guerras, drogas ou migrações

O papa Francisco lamentou hoje que muitas crianças sejam "cruelmente roubadas da sua infância", vítimas da guerra, da pobreza ou da droga, na sua mensagem para o primeiro Dia Mundial da Criança.

© D.R.

 

O líder da igreja católica dirigiu-se diretamente às crianças do mundo numa mensagem para o evento, que se realizará pela primeira vez em Roma, a 25 e 26 de maio, ao estilo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Não vos esqueçais de quantos de vós, mesmo sendo tão pequenos, já estão a lutar contra a doença e as dificuldades, no hospital ou em casa, os que são vítimas da guerra e da violência, os que passam fome e sede, os que vivem na rua, os que são obrigados a ser soldados ou a fugir como refugiados, separados dos pais, os que não podem ir à escola, os que são vítimas de bandos criminosos, da droga ou de outras formas de escravatura e abuso”, disse Francisco.

O Papa dedicou a mensagem a “todas as crianças cuja infância ainda hoje lhes é cruelmente roubada”.

E deixou uma recomendação: “Escutemo-las nós, porque com o seu sofrimento, com os olhos purificados pelas lágrimas e com o desejo constante de bem que vem do coração de quem viu verdadeiramente como o mal é terrível, elas falam-nos da realidade”.

O Papa salientou também que não é possível “ser feliz sozinho”, disse, “porque a felicidade cresce na medida em que é partilhada”.

Últimas do Mundo

Os comboios suburbanos estão parados em toda a região espanhola da Catalunha por tempo indeterminado depois de um acidente na terça-feira em que morreu uma pessoa e cinco mortes com gravidade.
Federação Nacional dos Sindicatos de Explorações Agrícolas (FNSEA) espera mobilizar esta terça-feira até 700 tratores e 4.000 manifestantes em Estrasburgo.
Cerca de 1.520 milhões de turistas viajaram para o estrangeiro em 2025, um ano "recorde", segundo uma estimativa publicada hoje pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca, em particular, um forte dinamismo em África e na Ásia.
O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.
Mesmo com Espanha mergulhada no luto após a tragédia ferroviária que matou 39 pessoas em Adamuz, o Governo manteve esta segunda-feira a redistribuição aérea de imigrantes ilegais a partir das Canárias, transferindo mais de 180 pessoas para Madrid.
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 111, com três desaparecidos e 98 pessoas feridas, segundo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) consultado hoje pela Lusa.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês) alertou hoje para o risco de resistência antimicrobiana com o uso frequente de doxiciclina na profilaxia pós-exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
Habitação mista criada para “promover a integração” acabou marcada por denúncias de violações, assédio sexual e violência. Queixas repetidas foram ignoradas e só anos depois houve detenções.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou hoje que até ao momento não há conhecimento de vítimas portuguesas a registar no acidente ferroviário no domingo em Córdova, Espanha, que causou pelo menos 39 mortos.
A afluência às urnas na cidade suíça de Lugano para as eleições presidenciais deste ano em Portugal é a ser maior do que nos anteriores atos eleitorais, apesar da crónica abstenção elevada, sobretudo numa eleição que exige voto presencial.