Netanyahu alerta que pressão internacional não impedirá ofensiva em Rafah

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alertou hoje que a pressão internacional não impedirá Israel de lançar uma ofensiva em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde estão quase 1,5 milhões de palestinianos, segundo a ONU.

© Facebook Israel Reports

 

“Nenhuma pressão internacional irá impedir-nos de alcançar todos os objetivos da nossa guerra” contra o movimento islamita palestiniano Hamas, afirmou Netanyahu no início de uma reunião do seu Governo, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.

“Atuaremos em Rafah, levará algumas semanas, mas vai acontecer”, acrescentou o primeiro-ministro israelita.

Netanyahu fez estas declarações no dia em que recebe o chanceler alemão, Olaf Scholz, antes de convocar o gabinete de segurança para determinar a posição da delegação israelita que visitará o Qatar em breve para discussões sobre uma possível trégua de seis semanas e uma troca de reféns por prisioneiros palestinianos.

Na sexta-feira, após o anúncio da aprovação de Netanyahu aos “planos de ação” do exército para uma ofensiva em Rafah, o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão insistiu que tal ofensiva “não tinha justificação”.

“Mais de um milhão de pessoas refugiaram-se nesta região (Rafah) e não têm para onde ir. É necessário um cessar-fogo agora”, acrescentou a diplomacia alemã.

Uma possível ofensiva em Rafah, onde Netanyahu pretende eliminar “os últimos batalhões do Hamas”, é temida pela comunidade internacional, quando o número de mortos já ultrapassou as 31.500 pessoas na Faixa de Gaza, segundo as autoridades do Hamas.

Washington alerta há várias semanas sobre o risco para a população civil de Rafah e a Casa Branca exigiu na sexta-feira verificar os “planos” de Israel para esta ofensiva.

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) instou Israel, no sábado, a renunciar a este ataque “em nome da humanidade”.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada após o ataque do Hamas no sul de Israel em 07 de outubro, que resultou na morte de pelo menos 1.160 pessoas, a maioria delas civis, e mais de 240 reféns, segundo as autoridades israelitas.

Últimas do Mundo

A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.
O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024 e um recorde nos registos do país, segundo uma estimativa oficial divulgada hoje pelo Governo.
A rede social X anunciou na quarta-feira que implementou medidas para impedir que a sua ferramenta de inteligência artificial Grok dispa "pessoas reais", em resposta às críticas e à pressão das autoridades de vários países.
A autoridade suíça da concorrência anunciou hoje que abriu uma investigação contra a ‘gigante’ americana Microsoft relativamente ao preço das suas licenças.
Portugal determinou na quarta-feira o encerramento temporário da embaixada no Irão, quando ocorrem manifestações massivas contra o regime iraniano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.
A Tailândia recebeu, no ano passado, 57.497 turistas portugueses, um aumento de 4,93% em relação a 2024, o que constitui um recorde, de acordo com dados hoje divulgados.