19 Abril, 2024

As escolas e o poder do conhecimento usado pelos partidos de esquerda

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Estudos indicam que a educação, assim como outros meios, foi utilizada como uma forma de propaganda politica e de afirmação das Universidades no serviço do fascismo, organizando-se internamente para melhor servir o objetivo da propaganda política, com objetivo claro da adesão a um sistema ideológico de cariz político, levando a que o público alvo tenha o propagandista como o único a conseguir concedê-los.

Manifestou-se ao longo da história através de várias formas, tais como a imprensa escrita, a palavra falada, a imagem ou a ação, existindo assim uma vasta diversidade de meios dos quais a intenção propagandista que se pode manifestar.

Convenhamos que a manifestação política nas Universidades e restantes estabelecimentos de ensino/formação é uma imoralidade ética e administrativa, que de forma crescente tem sido a realidade deste País e que deve dar lugar a sanções disciplinares aos próprios docentes e diretores/reitores.

É dificil provar se há intervenção direta do poder governamental ou dos próprios partidos de forma singular nos estabelecimentos de ensino, contudo sabemos que naturalmente cada docente terá a sua cor política.

Presenciando estes atos de forma reiterada e premente, ainda mais nesta altura de eleições, não seria despropositado a criação de “estudantes mistério” (à semelhança do cliente mistério), de forma a visar uma tomada de providências para prevenção dos atos político-partidários nas instituições públicas e/ou privadas de ensino, que se estão a desvirtualizar daquilo que é manifestamente a sua missão primordial, preservando efetivamente o equilíbrio partidário na fase eleitoral.

A tarefa do docente é inequivocamente servir os alunos com o seu conhecimento e experiência e não impôr-lhes as suas opiniões políticas pessoais.

Discutir política partidária em ambiente escolar não tem qualquer nexo- causalidade, ainda mais quando o tema é imposto pelos próprios docentes de forma arbitrária e com objetivos claros de levar os discentes no seguimento dos ideais desses mesmos professores – trata-se de um direito individual que deve ser respeitado e salvaguardado.

O docente deve declarar-se apartidário durante o exercício da sua profissão, não obstante disso não lhe retirar a qualidade enquanto ser social-político.

A verdade é que se afigura um desrespeito constante e reiterado ao se abusar da autoridade conferida institucionalmente por forma a impor ideias políticas, sejam elas conservadoras, liberais, etc.

O papel do professor não é doutrinar alunos, nem, muito menos agir como o pastor que alicia almas para o seu rebanho.

Não cabe ao professor fazer proselitismo político em sala de aula, menos ainda doutrinar – “fazer a cabeça”.

A sala de aula não é palco para campanha política partidária, nem público para catequização ideológica.

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