China defende lei de segurança em Hong Kong face a críticas do Reino Unido e da UE

A China "rejeitou firmemente" hoje as críticas do Reino Unido e da UE à lei de segurança aprovada em Hong Kong, pedindo que ponham "fim à interferência nos assuntos internos" chineses e "abandonem quaisquer aspirações coloniais".

 

O comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em Hong Kong, Liu Guangyuan, sublinhou que desde a transferência da antiga colónia britânica para a China, em 1997, o Reino Unido “não tem soberania, governação ou supervisão” sobre a região administrativa chinesa.

Acusou Londres de “perturbar a paz” e “fazer observações arbitrárias”, “violando o direito internacional e as regras básicas das relações internacionais”, motivado por uma “mentalidade colonial enraizada”.

A China instou o Reino Unido a “reconhecer a realidade”, a “renunciar à influência colonial em Hong Kong” e a “abster-se de interferir”.

Depois de aprovada a lei, pelo Conselho Legislativo de Hong Kong, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Cameron, afirmou que o diploma ia “prejudicar ainda mais os direitos e as liberdades da cidade” e manifestou preocupação com a “erosão da liberdade de expressão, de reunião e de imprensa” na antiga colónia.

Num outro comunicado, o comissário exortou a UE “a apoiar” a legislação, a “abandonar a duplicidade de critérios” e a “pôr termo à interferência nos assuntos internos de Hong Kong”.

O Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, afirmou que a lei “podia exacerbar a erosão das liberdades fundamentais e do pluralismo político em Hong Kong”, pondo em causa “a atratividade a longo prazo de Hong Kong como centro internacional de negócios”.

Na terça-feira, o Conselho Legislativo de Hong Kong aprovou a controversa Lei da Segurança Nacional, a entrar em vigor no sábado, anunciou o Chefe do Executivo da região, John Lee.

O regulamento, contido no chamado artigo 23.º da Lei Básica e que procura colmatar lacunas na Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim em junho de 2020, na sequência dos protestos antigovernamentais de 2019, suscitou preocupações na UE e em países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, que expressaram receios de que a nova regra venha a restringir ainda mais os direitos e liberdades em Hong Kong.

O artigo 23.º da Lei Básica exige que a cidade promulgue as leis próprias para proibir quaisquer atos de traição, secessão, sedição, subversão contra o Governo central ou roubo de segredos de Estado, para impedir que organizações políticas estrangeiras desenvolvam atividades na cidade e para vetar grupos políticos locais que estabeleçam ligações com homólogos estrangeiros.

A nova legislação inclui crimes que podem ser punidos com uma pena máxima de prisão perpétua, incluindo traição, insurreição, incitamento de um membro das forças armadas chinesas a amotinar-se, bem como conluio com forças externas para danificar ou enfraquecer as infraestruturas públicas, e pôr em perigo a segurança nacional chinesa.

Últimas do Mundo

A Comissão Europeia foi alvo de buscas policiais em Bruxelas devido a suspeitas na venda de 23 imóveis ao Estado belga em 2024. A investigação está a cargo do Ministério Público Europeu, que confirmou diligências de recolha de provas.
Dados recentes da agência europeia FRONTEX indicam que, entre 2024 e 2025, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente em Espanha pelas rotas do Mediterrâneo Ocidental e das Canárias. Cerca de 73% provêm de países sem conflitos armados generalizados.
As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram em 2025 os 127.000 milhões de dólares (cerca de 106.681 milhões de euros), ultrapassando os 100.000 milhões de dólares pagos pelo setor segurador pelo sexto ano consecutivo.
Uma operação policial europeia que incluiu 18 países e foi liderada por Áustria, Portugal e Espanha impediu a entrada em circulação de cerca de 1,2 mil milhões de euros em notas e moedas falsas de várias divisas.
A Comissão Europeia propôs hoje a criação de uma aplicação para reportar casos de cyberbullying e instou os Estados-membros a desenvolverem uma abordagem comum para combater o fenómeno, que atinge uma em seis crianças.
As autoridades francesas lançaram hoje um apelo por testemunhas depois de terem acusado um ex-professor de 79 anos de violação agravada e abuso sexual contra 89 menores em vários países entre 1967 e 2022.
A Comissão Europeia adotou esta segunda-feira, medidas para impedir a destruição de vestuário, roupa, acessórios e calçado não vendidos, visando reduzir os danos ambientais na União Europeia (UE), que rondam 5,6 milhões de toneladas de emissões poluentes por ano.
As autoridades do Brasil e de Espanha desmantelaram uma rede criminosa que traficava cocaína escondida em tampos de mármore de mesas e lavatórios, anunciou hoje a polícia espanhola.
A Comissão Europeia notificou hoje a `gigante` tecnológica Meta de possíveis medidas cautelares para reverter a exclusão de assistentes de inteligência artificial (IA) terceiros do serviço de comunicações WhatsApp, considerando existir um abuso de posição dominante.
Centenas de portugueses estão hoje a convergir para o consulado de Portugal em Paris para votar na segunda volta das presidenciais, com vários a exercerem pela primeira vez o seu direito de voto, prevendo-se uma participação historicamente elevada.