Concurso público do INEM para helicópteros termina sem propostas válidas

O INEM vai lançar um novo concurso público para o serviço de helicópteros de emergência médica, após o concurso lançado em janeiro ter recebido duas propostas com valores superiores ao preço base, anunciou hoje a instituição.

©D.R.

 

“O concurso público lançado em janeiro de 2024 pela SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde recebeu propostas de duas empresas, mas ambas com valores significativamente superiores ao preço base do concurso, que se situava nos 54 milhões de euros”, lê-se num comunicado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Por esse motivo, a instituição vai “iniciar os procedimentos necessários para lançamento de um novo concurso público para locação de meios aéreos e aquisição de serviços de operação, gestão da aeronavegabilidade permanente e manutenção das aeronaves”.

Dois dos quatro helicópteros de emergência médica ao serviço do INEM estão desde 01 de janeiro a operar só durante o dia, porque numa consulta ao mercado não foi possível encontrar uma empresa que garantisse o serviço dos quatro helicópteros durante 24 horas por dia pelo valor estipulado.

Em declarações à agência Lusa na altura, o presidente do INEM, Luís Meira, explicou que o valor disponível para este serviço, para o período 2024-2028, já passara de 7,5 para 12 milhões de euros anuais, um aumento de 60%.

Mesmo assim, das duas empresas que responderam, uma apresentou valores acima dos limites e a outra, a que está atualmente a garantir o serviço, disse que só poderia manter dois helicópteros 24 horas por dia.

O responsável disse esperar que esta situação durasse no máximo seis meses, e que depois do concurso se regresse aos quatro helicópteros disponíveis 24 horas por dia.

No entanto o INEM informa agora que não foi possível encontrar uma solução no concurso público lançado em janeiro, pelo que será necessário abrir novo procedimento.

“O facto de este concurso público ter recebido apenas duas propostas, e com valores muito acima do preço base estabelecido, vem justificar as decisões tomadas pelo INEM, nomeadamente a necessidade de redução do tempo de atividade de duas aeronaves”, lê-se no comunicado hoje divulgado.

Até junho de 2024, esclarece ainda o instituto, o serviço de helicópteros de emergência médica está assegurado através de contrato estabelecido com o atual operador, dentro do valor autorizado pelo Governo e com um dispositivo composto por quatro aeronaves, duas médias a operar 24 horas por dia e duas ligeiras a operar 12.

Os helicópteros com horário reduzido são os que operam a partir de Viseu e Évora, enquanto os helicópteros baseados em Macedo de Cavaleiros e Loulé mantêm o seu funcionamento 24 horas por dia.

A redução do horário de funcionamento de dois dos helicópteros motivou críticas de autarquias e do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), que apresentou ao Tribunal de Contas uma denúncia sobre o contrato de ajuste direto entre o INEM e a empresa que opera os helicópteros.

Últimas do País

O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.
Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).
A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Um homem de 87 anos morreu depois de permanecer quase 12 horas nas urgências do Hospital de Portimão, onde deu entrada com fortes dores abdominais e vómitos. O utente só terá sido chamado para a primeira observação médica durante a madrugada, acabando por ser encontrado inconsciente pouco depois. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
Um homem de 76 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, em flagrante delito, pela autoria de um incêndio florestal em Guilhafonso, na Guarda. A PJ esclareceu que o homem pretendia limpar os seus terrenos, ateando o fogo em dois locais distintos, sem autorização, e acabou por perder o controlo do incêndio, colocando em risco zonas de povoamento vegetal e habitações.