Projeto de 14 milhões de euros vai repor areia que desapareceu após temporal em praia algarvia

A Agência Portuguesa do Ambiente tem um projeto de 14 milhões de euros para repor areia numa faixa litoral que inclui a Praia do Forte Novo, em Quarteira, cujo areal desapareceu após o temporal da última semana, informou a autarquia.

© D.R.

De acordo com uma nota de imprensa da Câmara de Loulé, no distrito de Faro, a realização da recarga do areal está agora dependente de uma candidatura a fundos da União Europeia e à abertura de um concurso público internacional.

“A ARH [Administração da Região Hidrográfica] Algarve — Agência Portuguesa do Ambiente tem já executado um projeto de recarga de toda a zona de areal entre a frente de mar de Quarteira e a praia do Ancão, cujo valor estimado ronda os 14 milhões de euros”, lê-se na nota.

A autarquia acrescenta que o projeto foi submetido numa candidatura a fundos comunitários ao abrigo do Programa de Ação Climática e Sustentabilidade (PACS) e que, após a aprovação da candidatura, seguir-se-á a “abertura de concurso público internacional para a realização da empreitada de reposição do areal”.

O temporal marítimo da última semana provocou estragos em áreas litorais na costa sul de Portugal continental, fazendo desaparecer o areal da Praia do Forte Novo, na freguesia de Quarteira, concelho de Loulé, tendo ainda originado a destruição parcial dos passadiços e mobiliário urbano aí existentes.

A Câmara de Loulé assegurou que irá proceder aos trabalhos de remoção de todos os destroços e outros resíduos aí acumulados, a fim de limpar toda a área afetada, e após a reposição do areal a autarquia irá “assumir a reabilitação dos passadiços e equipamentos adjacentes”.

O município classifica a ocorrência como “lamentável” e “causadora de prejuízos à imagem turística da região”, e reafirma a necessidade de “o legislador criar as condições legais necessárias, através da instituição de um fundo regional para resposta imediata e simplificada às consequências graves dos fenómenos climáticos, que irão aumentar de frequência no futuro”.

Últimas do País

O número de utentes sem médico de família subiu para 1.563.710 no final de dezembro, segundo o portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde, que mostra também um aumento no número de inscritos nos Cuidados de Saúde Primários.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 3.326 ocorrências relacionadas com cheias entre 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje, indicou o comandante nacional do organismo.
Nove pessoas foram detidas por branqueamento, burla e extorsão, numa operação para desmantelar uma organização que angariava pessoas que cediam as contas bancárias para fraudes a empresas, esquema que resultou num prejuízo superior a 250 mil euros.
Um total de 93 mil clientes das redes eletrónicas continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pela depressão Kristin, que afetou Portugal continental há uma semana, na rede de distribuição, informou hoje a empresa.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu hoje recomendações de segurança após os danos causados ​​pela tempestade Kristin, alertando para o risco de exposição ao amianto durante trabalhos de limpeza, remoção de destroços e reparos de edifícios.
Uma bomba ficou hoje ferida após ser atropelada quando se dirigiu para o quartel da corporação de Monte Redondo, no concelho de Leiria, por um condutor que se colocou em fuga, afirmaram fontes da Proteção Civil e da GNR.
O número de doentes tratados por doença oncológica aumentou 67% em cinco anos, mas um em cada quatro ainda foram operados acima do tempo máximo de resposta em 2024, indicam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A Proteção civil registou 121 ocorrências, entre as 00h00 e as 07h00 relacionadas com o mau tempo, mantendo-se as autoridades a avaliar e monitorizar o nível das águas em várias regiões, que se mantém estável.
O Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, em Braga, afastou de funções um funcionário que foi filmado nu a realizar uma prática sexual frente a alguns alunos e participou o caso ao Ministério Público, disse hoje o diretor.
O mês de janeiro deverá ser o mais chuvoso de sempre, depois de dezembro também já ter registado uma das maiores pluviosidades de sempre, revelou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado.