Agência de Energia Atómica alerta para “situação extremamente grave” em Zaporijia

Uma explosão após um suposto ataque com um 'drone' na central nuclear ucraniana de Zaporijia não prejudicou a sua segurança, mas sublinhou a "situação extremamente grave" na unidade, alertou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

© Facebook da IAEA (DG Rafael Mariano Grossi)

A agência das Nações Unidas, citada pela agência Associated Press, indicou que foi hoje informada de uma explosão na maior central nuclear europeia, situada no sul da Ucrânia e ocupada pela Rússia no início da invasão do país, em fevereiro de 2022, e que terá sido causa por um ataque com um ‘drone’ (aparelho aéreo não tripulado), mas não deu mais detalhes.

Na segunda-feira, Moscovo alegou que a Ucrânia estava por trás de ataques com ‘drones’ às instalações da central nuclear ocorridos no dia anterior, e Kiev acusou a Rússia de usar táticas de desinformação.

A AIEA informou no domingo que os seus inspetores confirmaram “o impacto físico das detonações de ‘drones'” e observaram como “as tropas russas enfrentaram o que parecia ser um ‘drone’ que se aproximava”.

Os ataques mais recentes não comprometeram a instalação, que foi projetada para resistir à colisão de um avião comercial, disse a AIEA.

Mas o órgão de vigilância da ONU tem expressado repetidamente que o conflito pode gerar um desastre nuclear, recordando a explosão de um reator em Chernobyl em 1986 no norte da Ucrânia, que projetou radiações mortíferas por uma vasta área.

Os seis reatores de Zaporijia estão desligados há meses, mas a central ainda precisa de energia e de pessoal qualificado para operar sistemas de refrigeração cruciais e outros recursos de segurança.

Oleksandr Kharchenko, diretor do Centro de Pesquisa da Indústria Energética, com sede em Kiev, disse que não fazia sentido que as forças ucranianas atacassem a central de Zaporijia porque a Ucrânia necessitará da energia que produz, numa fase em que a Rússia voltou a visar a rede elétrica do país.

“O ponto principal para o lado ucraniano neste momento, especialmente na situação em que nos encontramos, é salvar a central nuclear de Zaporijia, porque, para os nossos sistemas energéticos, esta unidade é uma mudança crítica no jogo”, disse Kharchenko.

A guerra na Ucrânia prolonga-se há mais de dois anos, sem avanços significativos de ambas as partes, embora a Rússia tenha assumido a iniciativa nos últimos meses e feito progressões no leste do país, face às forças ucranianas que enfrentam falta de homens e de munições.

Últimas do Mundo

O número de portugueses desaparecidos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete subiu para quatro, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Uma cidadã portuguesa está entre os mais de 400 desaparecidos no Nepal, a maioria turistas estrangeiros, após uma inundação relâmpago ter atingido hoje várias localidades perto da fronteira com o Tibete, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Um homem matou oito familiares, incluindo quatro crianças, enquanto se reuniam para um jantar de domingo numa casa nos arredores de Billings, no estado de Montana, no leste dos Estados Unidos.
Uma mulher de 101 anos foi detida no sudoeste da Nigéria por vender ilegalmente canábis em pequenas saquetas, anunciou a Agência Nacional Nigeriana de Combate às Drogas (NDLEA).
Os assaltos a museus europeus estão a ganhar um nível de violência até aqui ausente, o que pode significar a entrada no meio de criminosos com diferentes perfis, revelou um relatório divulgado hoje pela Europol.
O Instituto Geográfico Nacional (IGN) espanhol registou seis terramotos na madrugada de hoje em diferentes cidades da província de Granada, o mais significativo de magnitude 3,4 na escala de Richter.
Cuidadoras denunciam gatos mortos e alertam que várias colónias foram abandonadas depois de os habitats dos animais terem sido ocupados por acampamentos improvisados.
Yoli deixou a própria casa com as filhas depois de o medo ter tomado conta da família. Uma das crianças já não queria sair à rua e acordava de madrugada aterrorizada. O relato surge num momento em que Ceuta enfrenta uma vaga de imigração ilegal e 15 denúncias de violação, segundo fontes da Guardia Civil.
O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.