EUA vão vender 127 milhões euros em equipamento militar a Kiev

Os Estados Unidos autorizaram a venda de equipamento militar no valor de 138 milhões de dólares (127 milhões de euros) à Ucrânia para reparar e atualizar os sistemas de mísseis 'Hawk', noticiou hoje a imprensa internacional.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

Os sistemas de defesa antiaérea da Ucrânia, em grande parte herdados da era soviética, sofreram melhorias devido à contribuição dos países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, desde o início da invasão russa no território ucraniano, em fevereiro de 2022, referiu a agência de notícias AFP.

Washington forneceu à Ucrânia sistemas avançados de defesa aérea, como o sistema ‘Patriot’ e uma geração mais antiga do sistema ‘Hawk’.

A Ucrânia tem pedido há meses aos seus aliados ocidentais mais munições e sistemas de defesa aérea.

“A Ucrânia precisa urgentemente de aumentar as suas capacidades de defesa contra ataques de mísseis russos e dos ataques aéreos das forças russas”, disse num comunicado na terça-feira a Agência de Cooperação e Segurança da Defesa dos EUA, uma agência federal responsável em particular pelas vendas militares aos Estados estrangeiros.

“A conservação e manutenção do sistema de mísseis ‘Hawk’ aumentará a capacidade da Ucrânia de defender o seu povo e proteger a sua infraestrutura nacional crítica”, acrescentou a agência norte-americana, garantindo que a venda “não alterará o equilíbrio militar fundamental na região”.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou no domingo que o seu país perderia a guerra se a esperada ajuda de 60 mil milhões de dólares (55,3 mil milhões de euros) permanecesse bloqueada no Congresso dos Estados Unidos, à medida que a Rússia aumenta a pressão sobre a Ucrânia.

Este programa norte-americano de assistência militar e económica a Kiev está bloqueado no Congresso desde o ano passado devido a divisões entre os partidos Democrata e Republicano, além da realização das eleições presidenciais em novembro.

Enquanto aguardam uma decisão, os soldados ucranianos são forçados a poupar munições e enfrentam um confiante exército russo, que repeliu uma grande contraofensiva do exército de Kiev no verão de 2023.

O exército russo, mais numeroso e mais bem abastecido com munições, está gradualmente a avançar na frente oriental e tem atacado regularmente a infraestrutura energética da Ucrânia nas últimas semanas.

Os russos também intensificaram recentemente a sua pressão em torno de Chassiv Yar, uma localidade chave na região do Donbass.

Últimas do Mundo

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.
A Tailândia recebeu, no ano passado, 57.497 turistas portugueses, um aumento de 4,93% em relação a 2024, o que constitui um recorde, de acordo com dados hoje divulgados.
Uma segunda volta nas presidenciais implica novos boletins de voto, mas alguns emigrantes portugueses poderão ter de fazer a sua escolha nos boletins da primeira volta, se os novos não chegarem a tempo, segundo fonte oficial.
As perdas económicas decorrentes de catástrofes naturais em todo o mundo caíram quase 40% em 2025, mas o panorama global dos eventos climáticos extremos continua alarmante, afirmou hoje a resseguradora Munich Re.
O aeroporto de Viena suspendeu hoje temporariamente as suas operações devido ao gelo que cobre as pistas e as áreas circundantes, após a queda de neve das últimas horas.
A empresa de energia Endesa comunicou hoje que dados de milhões de clientes em Espanha foram alvo de “pirataria” informática.
Milhares de agricultores juntaram-se este sábado, dia 10 de janeiro, em Athlone, no centro da Irlanda e em Ourense, Espanha, para protestar contra o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com as agências AFP e EFE.
A polícia de Devon e Cornualha informou que a vítima mortal é um homem com cerca de 50 anos que morreu na noite de quinta-feira após a queda de uma árvore sobre a caravana em que se encontrava.