Kiev anuncia medidas para fazer regressar homens do estrangeiro

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, anunciou hoje medidas iminentes para trazer de volta à Ucrânia homens em idade de lutar residentes no estrangeiro.

© Facebook de Dmytro Kuleba

A Ucrânia, que luta contra a invasão russa há dois anos, necessita urgentemente de soldados, especialmente porque Kiev espera que a Rússia lance uma nova ofensiva nas próximas semanas ou meses.

“O facto de permanecer no estrangeiro não isenta o cidadão dos seus deveres para com a sua pátria”, argumentou Kuleba, sem referir que medidas vão ser tomadas para fazer regressar do estrangeiro homens em idade de lutar para o território nacional.

Atualmente, a Ucrânia proíbe homens em idade de lutar de viajar para o exterior, com poucas exceções.

Contudo, segundo estimativas dos meios de comunicação social, dezenas de milhares de homens fugiram ilegalmente do país para evitar ir para a frente de combate.

Por outro lado, centenas de milhares de ucranianos já viviam no estrangeiro antes da invasão.

A declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano ocorre no momento em que um influente portal de notícias ucraniano, ZN.UA, publicou na noite de segunda-feira o que afirma ser uma carta oficial assinada por um adjunto de Kuleba, onde se recomenda que os consulados ucranianos suspendam a partir de hoje qualquer serviço consular para homens de 18 a 60 anos.

A agência estatal Dokument, que facilita a emissão de documentos oficiais ucranianos, anunciou hoje que passa a suspender quaisquer procedimentos no estrangeiro por “razões técnicas”.

A Ucrânia, cujo Exército enfrenta dificuldades para enfrentar as tropas russas, adotou recentemente uma lei de mobilização que visa endurecer as punições para aqueles que se recusam a cumprir o serviço militar a que estão obrigados, tendo feito descer a idade de mobilização de 27 para 25 anos.

Últimas do Mundo

A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.
O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024 e um recorde nos registos do país, segundo uma estimativa oficial divulgada hoje pelo Governo.
A rede social X anunciou na quarta-feira que implementou medidas para impedir que a sua ferramenta de inteligência artificial Grok dispa "pessoas reais", em resposta às críticas e à pressão das autoridades de vários países.
A autoridade suíça da concorrência anunciou hoje que abriu uma investigação contra a ‘gigante’ americana Microsoft relativamente ao preço das suas licenças.
Portugal determinou na quarta-feira o encerramento temporário da embaixada no Irão, quando ocorrem manifestações massivas contra o regime iraniano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.
A Tailândia recebeu, no ano passado, 57.497 turistas portugueses, um aumento de 4,93% em relação a 2024, o que constitui um recorde, de acordo com dados hoje divulgados.