Sindicato dos oficiais da PSP manifesta “enorme pesar” pela saída do diretor nacional

O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) manifestou hoje “enorme pesar” pela saída do diretor da PSP Barros Correia, exonerado na segunda-feira, e garantiu ao seu sucessor “incondicional apoio” nas soluções para essa força de segurança.

© Facebook\ aspppsp

 

“É com enorme pesar que vemos a sua saída, mas dúvidas não temos que sai de cabeça erguida, pois tudo fez e tudo deu, fiel aos seus ideais e princípios, por esta grande casa que é de todos os polícias, de todos os cidadãos, de Portugal”, adiantou o SNOP.

A ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, exonerou na segunda-feira o diretor nacional da PSP, José Barros Correia, que estava em funções desde setembro do ano passado, e indigitou para o cargo o superintendente Luís Miguel Ribeiro Carrilho.

Em comunicado, o sindicato dos oficiais expressa “gratidão imensa” a Barros Correia, salientando que, nos oito meses em que esteve à frente da PSP, “soube ser o que se esperava, um oficial e comandante reto, honrado, leal e fiel aos seus ideais, responsabilidade e compromisso”.

“Sabemos bem que tudo fez para isso, e que continuaria a fazê-lo, aliás, na medida das suas possibilidades, e pese embora pré-aposentado, continuará a fazê-lo”, refere ainda o SNOP, ao salientar que o diretor exonerado deixa um “legado honrado e de inquestionável probidade”.

Ao novo diretor nacional, superintendente Luís Carrilho, o sindicato deseja o “maior sucesso” nas funções que vai assumir, garantindo que pode contar, da parte dos oficiais, com o “incondicional apoio e empenho para o ajudar na busca das melhores soluções”.

No dia em que foi exonerado, José Barros Correia atribuiu o seu afastamento do cargo à “exclusiva iniciativa” da ministra da Administração Interna.

Já hoje, Margarida Blasco justificou a aposta num “novo homem” para dirigir a Polícia de Segurança Pública com a “reestruturação profunda” que o Governo quer fazer nessa força de segurança.

“Apostamos num novo homem para fazer esta alteração”, precisou a ministra, no final da cerimónia que assinalou os 16 anos da Unidade Especial de Polícia (UEP).

Últimas do País

Enquanto milhares de portugueses continuam à espera de respostas da Justiça, o Estado foi condenado a indemnizar José Sócrates em 15 mil euros. Para André Ventura, a decisão representa “a maior vergonha nacional em muitas décadas”.
O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi hoje condenado a 18 anos de prisão.
Professores relataram hoje dezenas de falhas relacionadas com o processo de correção dos exames nacionais, num cenário que descrevem de “caos”, e exigem esclarecimentos por parte da tutela e o apuramento de responsabilidades.
Um homem, de 38 anos e de nacionalidade estrangeira, foi detido por falsificação de centenas de contratos de arrendamento na Área Metropolitana do Porto, alegadamente para auxílio à imigração ilegal, indicou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Um em cada quatro alunos inscritos num curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) abandonou o ensino superior um ano após ter entrado, segundo dados do portal Infocursos, que revela ainda mais desistências no ensino privado.
Lisboa está a assistir ao crescimento de um fenómeno pouco habitual: grupos de cidadãos que decidiram passar à ação para identificar e perseguir carteiristas nas zonas mais turísticas da cidade. O aumento destes movimentos surge numa altura em que muitos moradores e comerciantes se mostram frustrados com aquilo que consideram ser um sentimento de impunidade em torno deste tipo de criminalidade.
Em apenas quatro anos, Portugal duplicou o peso da população estrangeira e passou a integrar o grupo dos dez países da União Europeia com maior proporção de residentes estrangeiros. Hoje, um em cada sete habitantes é cidadão de outra nacionalidade.
O número de pessoas sem médico de família aumentou em 41 mil em 2025, com o Conselho das Finanças Públicas (CFP) a alertar que esse crescimento acontece no contexto "particularmente relevante" de envelhecimento dos especialistas dessa área.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje ter apreendido 63 armas de fogo em 61 operações de fiscalização em armeiros, entre 22 e 26 de junho, empregando 105 operacionais em todos os comandos territoriais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou mais de 2.300 furtos em residências neste ano e alertou para as “férias de verão, períodos em que muitas habitações ficam temporariamente desocupadas”.