Vice-provedora demissionária da Santa Casa acusa ministra do Trabalho de mentir sobre remunerações

A vice-provedora demissionária da Santa Casa de Lisboa Ana Vitória Azevedo acusou hoje a ministra Maria do Rosário Ramalho de “dizer coisas que não são verdade”, quando afirmou que a administração exonerada retirou benefícios para si própria.

© Facebook da SCML

“Eu sei, e isso até me choca, que a Mesa da Santa Casa não teve nenhum benefício para si e gostava que a senhora ministra explicasse que benefício foi esse”, disse Ana Vitória Azevedo, no decorrer da audição na Comissão Parlamento de Trabalho, Segurança Social e Inclusão.

Em entrevista à RTP, na terça-feira, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social Maria do Rosário Ramalho afirmou que a maioria dos trabalhadores na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) ganha o salário mínimo e que os vencimentos dos dirigentes são muito mais altos.

“Os da Mesa [da SCML] até foram aumentados, estranhámos. (…) Beneficiaram-se a si próprios”, criticou a ministra.

Perante os deputados da comissão, e tentando “entrar na cabeça da senhora ministra”, a vice-provedora demissionária admitiu que o raciocínio feito por Maria do Rosário Ramalho tenha por base “o aumento que foi feito ao estatuto do gestor público”, da responsabilidade do Governo e não da Santa Casa.

“As remunerações da Santa Casa estão diretamente indexadas ao estatuto do gestor público. Mas qual benefício?”, questionou, apontando que se foi esse o raciocínio da ministra, esta é a explicação.

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