PR feliz por decisão apoiada pelos dois maiores partidos espera que se concretize

O Presidente da República manifestou-se hoje feliz pela decisão anunciada pelo Governo PSD/CDS-PP e apoiada pelo PS de construir o novo aeroporto da região de Lisboa em Alcochete e disse esperar que se concretize.

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas, no Liceu Francês, em Lisboa, onde hoje deu uma aula sobre o 25 de Abril, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que ficou “feliz pela decisão, pelo anúncio da decisão” e realçou que tem “o acordo dos dois maiores partidos portugueses”, PSD e PS.

“Isso é tão raro, tão raro, tão raro que eu devo registar. E espero que se confirme. Que se confirmem as obras no aeroporto que existe e que se confirme o arranque de um futuro aeroporto — fala-se em dez anos — para eu ainda poder ver e utilizar o futuro aeroporto, como cidadão”, acrescentou.

O chefe de Estado referiu que governos do PSD e do PS “tiveram em momentos diferentes soluções diferentes no exercício das suas funções” e considerou que “é promissor” haver agora um entendimento em torno de uma solução aeroportuária para a região de Lisbao, recomendada por uma comissão técnica independente.

“E, portanto, todos esperamos que se possa concretizar, quer no que existe de imediato no Aeroporto Humberto Delgado, quer sobretudo no arranque do processo para um aeroporto que tem um horizonte prometido de dez anos”, reiterou.

Últimas de Política Nacional

Audição na Comissão de Agricultura foi cancelada devido a compromissos “inadiáveis” com o Presidente da República. Escrutínio parlamentar fica adiado.
Carlos Chaves Monteiro, nome apontado pelo Governo para a Segurança Social, está envolvido em polémica por alegadamente ter acumulado subsídio de desemprego com atividade profissional.
Referências às FP-25 e acusações sobre a Constituinte levam antigos deputados da extrema-esquerda e da esquerda a sair do hemiciclo em protesto. "Essa é a verdade! Não vale a pena sair porque a verdade continuará a ser dita da mesma forma", diz o presidente do CHEGA quando começam a abandonar a sala.
André Ventura defende a abertura de um debate e a revisão da Constituição, no ano em que se assinalam os seus 50 anos, criticando referências à extrema-esquerda e recordando vítimas de violência política.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento onde defende um reforço das medidas de proteção para os cidadãos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, face à instabilidade política e social que continua a marcar o país.
Portugal passa a ter uma nova lei da nacionalidade, com o CHEGA a garantir a introdução da perda de nacionalidade para condenados por crimes graves.
O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.
A nova empresa do ex-ministro do Ambiente do PS Duarte Cordeiro, a consultora Shiftify, concentra figuras com ligações ao Partido Socialista na sua estrutura.
O CHEGA garantiu a aprovação de um conjunto de alterações profundas ao modelo de mobilidade aérea para as Regiões Autónomas, numa decisão que o partido considera essencial para pôr fim às falhas que têm marcado o acesso às ligações entre o continente, a Madeira e os Açores.
O presidente do CHEGA revelou hoje que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”, acusando o PSD de não conseguir “ser menos socialista do que os socialistas”.