Rui Paulo Sousa (CHEGA) vai presidir à comissão parlamentar de inquérito ao caso gémeas

O deputado Rui Paulo Sousa, do CHEGA, vai presidir à comissão parlamentar de inquérito proposta pelo seu partido ao caso das gémeas tratadas com o medicamento Zolgensma, que toma hoje posse.

© Folha Nacional

De acordo com informação divulgada pelo CHEGA à Lusa, o líder do partido, André Ventura, e a deputada Cristina Rodrigues serão os efetivos, enquanto o líder parlamentar, Pedro Pinto, será suplente.

O PS indicou para vice-presidente o deputado Jorge Botelho. A outra vice-presidência compete ao PSD, que ainda não divulgou o nome do parlamentar que ocupará o lugar.

O coordenador do grupo parlamentar neste inquérito será o deputado socialista João Paulo Correia e como efetivos o PS indicou também Ana Abrunhosa e André Rijo. Os deputados Isabel Moreira e Miguel Costa Matos serão suplentes.

Pelo PSD, segundo informação transmitida à Lusa, integram a comissão de inquérito ao caso das gémeas os deputados António Rodrigues, Alberto Machado, Ana Santos e Eva Brás Pinto, não tendo o partido especificado quais serão efetivos e quais serão suplentes.

Pela Iniciativa Liberal, a deputada Joana Cordeiro será efetiva e o deputado Mário Amorim Lopes será suplente.

O BE indicou a deputada Joana Mortágua como efetiva e Marisa Matias como suplente.

O deputado Alfredo Maia vai representar o PCP na comissão de inquérito, sendo membro efetivo, e a líder parlamentar, Paula Santos, será suplente.

O Livre indicou o deputado Paulo Muacho e o CDS-PP o parlamentar João Almeida.

A deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, também integrará esta comissão parlamentar de inquérito.

A comissão parlamentar de inquérito ao caso das gémeas tratadas com o medicamento Zolgensma toma hoje posse às 14:30 para verificação da legalidade e da conduta dos responsáveis políticos alegadamente envolvidos nos cuidados de saúde das duas crianças.

Este inquérito foi forçado pelo CHEGA, que entregou no início de abril uma iniciativa subscrita pelos 50 deputados para o parlamento avançar com uma comissão de inquérito de caráter obrigatório.

O objeto desta comissão potestativa é “apurar, independentemente dos decisores políticos envolvidos, todas as responsabilidades no favorecimento à prestação de cuidados de saúde às duas crianças luso-brasileiras tratadas com o medicamento Zolgensma (um dos mais caros do mundo), bem assim como na obtenção de nacionalidade”, assim como “desvendar as possíveis irregularidades cometidas em todo o processo”, “calcular os custos para o erário público” e “investigar a existência de outros casos semelhantes num passado recente”.

Em causa está o tratamento, em 2020, de duas gémeas residentes no Brasil que adquiriram nacionalidade portuguesa, com o medicamento Zolgensma. Com um custo total de quatro milhões de euros (dois milhões de euros por pessoa), este fármaco tem como objetivo controlar a propagação da atrofia muscular espinal, uma doença neurodegenerativa.

O tratamento foi recebido no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, depois de o ex-secretário de Estado António Lacerda Sales se ter reunido, em 07 de novembro de 2019, com Nuno Rebelo de Sousa (filho do Presidente da República).

O caso foi divulgado pela TVI, em novembro passado, e está ainda a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) já concluiu que o acesso à consulta de neuropediatria destas crianças foi ilegal.

Uma auditoria interna do Hospital Santa Maria concluiu que a marcação de uma primeira consulta hospitalar pela Secretaria de Estado da Saúde foi a única exceção ao cumprimento das regras neste caso.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente na campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.
André Ventura lidera sem margem para dúvidas o espaço digital na corrida às presidenciais. Um estudo independente confirma que o candidato do CHEGA é o que alcança mais pessoas, gera mais interações e domina as redes sociais, destacando-se claramente dos restantes concorrentes num momento decisivo da campanha.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o primeiro-ministro é “o maior sem noção do país”, depois de Luís Montenegro ter rejeitado na segunda-feira a ideia de caos na saúde.
João Cotrim Figueiredo é acusado de assédio por uma ex-assessora, mas nega tudo. A denúncia foi feita nas redes sociais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.
A mais recente tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal mostra o candidato do CHEGA como o nome mais apontado como favorito pelos portugueses para vencer as Presidenciais de 2026, com António José Seguro e Marques Mendes empatados atrás de Ventura.
André Ventura alertou para uma realidade que considera inaceitável na saúde pública portuguesa: falta de macas, doentes no chão e improviso nas urgências. Para o candidato presidencial, estes episódios mostram um SNS sem respostas para situações básicas.
O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.