CHEGA votará contra se medidas para imigração “forem frouxas”

O presidente do CHEGA antecipou hoje que se o Governo apresentar medidas para a imigração "absolutamente frouxas", o seu partido irá votar contra.

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“Eu não sei que medidas é que o primeiro-ministro vai apresentar. Se forem medidas absolutamente frouxas de combate à imigração, pode ter a certeza de que vamos votar contra” se tiverem de ir ao parlamento, afirmou.

O líder do CHEGA falava aos jornalistas no arranque de uma visita à Feira do Livro, em Lisboa, no âmbito da campanha para as eleições europeias. André Ventura comentava as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que prometeu novidades sobre a situação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) para a próxima semana.

“Se não reverterem o estatuto dos vistos da CPLP, que é absurdo e não existe em mais nenhum

André Ventura considerou que o primeiro-ministro “tem sido uma desilusão em matéria de combate à imigração ilegal” e que um sinal do chefe de Governo “vale zero”.

“Eu não acredito muito na palavra do primeiro-ministro”, disse.

O presidente do CHEGA lamentou que o país chegue “às eleições europeias sem saber quais são as regras” e considerou que “Luís Montenegro tem aqui uma hipótese, parar a imigração até a situação estar resolvida”, como o partido propôs na sexta-feira.

país da Europa, se continuarem a ter esta política de portas abertas para todos, se continuarmos a não exigir cinco anos de permanência para aceder a subsídios da Segurança Social pagos pelos impostos dos portugueses, pode ter a certeza que vamos votar contra”, indicou.

 

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA acusou a ministra da Justiça de ter transmitido informações falsas ao Parlamento, admitindo duas hipóteses: ou foi enganada pela Polícia Judiciária ou terá procurado “encobrir” o ministro da Administração Interna. Ventura quer que o diretor nacional da PJ seja ouvido no Parlamento para esclarecer que informação foi transmitida.
O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.