16 Junho, 2024

Mais de 37 mil mortos desde o início da guerra e 247 durante a operação de resgate

O número de mortos na Faixa de Gaza já ultrapassa os 37 mil desde o início da guerra, tendo-se registado, até ao momento, 274 vítimas na operação de resgate israelita, que levou à libertação de quatro reféns.

© Facebook de Médicos Sem Fronteiras

 

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, o número de mortos durante a operação de resgate israelita no campo de refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, que permitiu a libertação de quatro reféns, este sábado, subiu para 274.

Com estes números, as vítimas mortais desde o início do conflito sobe para 37.084 em Gaza, acrescenta a mesma fonte.

Com base nestes números, 283 habitantes de Gaza foram mortos e 814 feridos em toda a Faixa de Gaza nas últimas 24 horas.

Desde o dia 07 de outubro, o total de feridos cifra-se em 84.494 em todo o território, a maioria mulheres e crianças, segundo o ministério.

Este último resgate foi o maior levado a cabo pelas forças armadas desde 07 de outubro, bem como o primeiro em meses – desde que os militares retiraram da Faixa de Gaza os israelo-argentinos Luis Norberto Har e Fernando Marman, em fevereiro – mas foi também um dos dias mais violentos do devastado enclave palestiniano.

Além disso, ocorreu num momento chave para as tensões externas e internas em Israel, com a escalada de violência, cada vez mais notória, na fronteira com o Líbano e a pressão sobre o governo para chegar – ou não – a um acordo para a libertação dos restantes reféns com o Hamas, que atormenta o governo de Benjamin Netanyahu.

Esperava-se que o ministro do Gabinete de Guerra, Benny Gantz, abandonasse o executivo de emergência de Netanyahu, no sábado à noite, mas a libertação dos reféns levou-o a adiar a sua presença para hoje à tarde.

Os quatro reféns resgatados são Almog Meir Khan, 21 anos, Andrey Kozlov, 27 anos, Shlomi Ziv, 40 anos, e Noa Argamani, 25 anos, que foram raptados pelo Hamas no festival de música “Nova”, em 07 de outubro.

Dos 251 raptados a 07 de outubro, 120 permanecem no enclave, pelo menos, 40 dos quais mortos, segundo Israel – mais de 70, segundo o Hamas -, enquanto outros quatro estão mantidos reféns há anos, incluindo dois mortos.

Desde o início da guerra, Israel e o Hamas só chegaram a um acordo de tréguas de uma semana no final de novembro, que resultou na libertação de 105 reféns em troca de 240 prisioneiros palestinianos.

Além disso, quatro reféns foram libertados pelo Hamas em outubro, sete foram resgatados pelo exército – dois deles em fevereiro numa operação bem-sucedida em Rafah -, enquanto os corpos de 20 reféns foram recuperados, três dos quais foram mortos por engano pelas tropas israelitas.

Agência Lusa

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