UE teme “guerra total” e pede mediação de líderes da ONU

O chefe da diplomacia da UE manifestou preocupação com a escalada das tensões entre Israel e Líbano e pediu a mediação dos líderes, reunidos esta semana na ONU, para evitar "uma guerra total".

© Facebook de Josep Borrell

Josep Borrell reuniu-se informalmente, na segunda-feira, com os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e afirmou que o tema central era o ataque de Israel ao movimento xiita libanês Hezbollah e a incapacidade do Conselho de Segurança para “tomar decisões”.

“Continuamos a ter esperança e a trabalhar para travar esta escalada, mas o pior cenário, devo dizer, está a materializar-se e as piores expectativas estão a concretizar-se”, afirmou Alto Representante da UE para as Relações Externas aos jornalistas, no final da reunião.

Borrell referiu que, desde a passada terça-feira, morreram 500 pessoas e 4.400 ficaram feridas no Líbano, o que considerou ser um “preço inaceitável” e “uma situação de guerra” e exige “esforços renovados de mediação diplomática”.

“E aqui em Nova Iorque é o momento de o fazer, todos devem colocar toda a capacidade para travar este caminho para a guerra”, alertou, sublinhando que “o caminho para a paz começa com um único passo, um cessar-fogo em Gaza”.

O responsável europeu reiterou a necessidade de um cessar-fogo imediato ao longo da linha azul e na Faixa de Gaza.

“Não são diferentes, estão interligados: o que está a acontecer em Gaza está a desencadear outros cenários de guerra no Líbano, no mar Vermelho (…) e na Cisjordânia, chamada abertamente Judeia e Samaria pelas autoridades israelitas”, afirmou.

Questionado sobre a capacidade dos Estados Unidos para influenciar Israel, Borrell reconheceu que, até agora, a diplomacia “não foi capaz de parar a guerra” e lamentou que “nas negociações, ambos os lados estejam a procrastinar”.

Numa referência a conflitos anteriores no Líbano, lembrou que “a pressão diplomática foi associada a medidas de incentivo”: “porque é que hei-de mudar o meu comportamento se não pagar multas, porque é que hei-de mudar se não houver consequências? Vamos falar sobre isso esta semana”, afirmou.

O chefe da diplomacia europeia afirmou ainda ser preciso perceber “quem faz o quê” no conflito, considerando “evidente a influência do Irão na política libanesa”. Ao mesmo tempo, é essencial que a UE mantenha “linhas de comunicação” com Teerão.

Borrell indicou que se vai encontrar com o homólogo iraniano esta semana para “falar de tudo e, em particular, do pacto nuclear”.

Últimas do Mundo

As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.